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Direito em pé: De como o jargão jurídico induz o vulgo a ver injustiças na Justiça

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Comentários de leitores

5 comentários

Direitoem pé ou direito e pé

ielrednav (Outros)

Eu canso de ler Declaração de Direito e Pé agora leio Direito em Pé ,afinal é tudo sonho ,de padaria ou estão todos dormindo e sonhando sonhos imorbidos ,o que dizer do jargão "Cabeça de Juiz e bunda de neném ninguém sabe o que vem" isso existe há tempos tem advogados que acham ofensivo à justiça imaginem com tantos jargões utilizados pela própria justiça da injustiça
Dizem quem fala a verdade não deve ser punido e como saber verdade inverdade ou mentira mesmo
isso é como ver duas caveiras pulando em cima de uma folha de zinco e como saber qual delas fez mais barulho .

O pão nosso de cada dia

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

Após a leitura do didático artigo, chega-se a seguinte conclusão: devemos continuar a comer o pão de cada dia, mas procurando observar a padaria certa, pois não?

Infelizmente fenômeno extremamente comum.

Canglingon (Outros)

Amigos, familiares, conhecidos, profissionais da área jurídica ou não, vez ou outra vêm com essa: "Ah, no Direito…"; “Juridicamente, né? Ah tá”; “Sim, sim, no Direito é assim…”. Exemplos:

"Ei, Fulano matou Sicrano!"; "Não, ele não matou, não foi homicídio. O que houve foi omissão de socorro, delito distinto."; "Ah, mas não falei em termos jurídicos, pô!".

"Caso me separe dele, cada um fica com seu imóvel e pronto"; "Não é bem assim, é preciso saber o regime de bens do casamento para saber como se operará a divisão de patrimônio"; "Sim, sim, eu sei que no Direito é assim, mas eu e meu marido fazemos diferente".

"Gostaria por favor de orçamento discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços; é direito previsto no art. 40 do CDC"; "Sim, sabemos desse direito do CDC, mas na nossa loja não é assim".

"Sicrana é filha ilegítima de Beltrana"; "O Direito superou e excluiu essa denominação há décadas"; "Sim, no Direito, mas não estou falando disso!".

Curiosamente, pelo menos nunca ouvi falar, ninguém chega num edifício, começa a quebrar uma coluna e, quando recriminado, diz: "Sei que na Engenharia é assim, mas comigo não".

Direito é fenômeno complexo e lastimavelmente desprezado, diminuído, incompreendido. A ciência jurídica, no Brasil, vive em eterno apartheid dos outros campos do saber e da vida cotidiana. É impressionante o alheamento, estupidez, deboche, apatia e indiferença, e.g., a tomar conta das pessoas quando se defende a relevante, urgente e necessária autonomia do Direito. Quando conveniente e quando muito, o Direito vira uma picareta, um pé-de-cabra, um instrumento que serve para empregar alguém e justificar o salário.

Formalismo

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Para o povo o Juiz Sérgio Moro, fez mero descumprimento de solenidade; para o jurista, não observou o devido processo legal.

Ultracrepidários

Cidadão Contribuinte (Comerciante)

Pois não que sendo isso, o povo deveria estudar o Direito primeiro antes de opinar?

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