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Equidade e diversidade

IBCCrim muda estatuto e 20% da diretoria deverá composta por negros

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Agora as pessoas negras poderão contribuir com o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais na primeira pessoa. Essa é a definição da colunista da Conjur Juliana Souza sobre a mudança estatutária da entidade aprovada na última quinta-feira (25/3), que estabelece que 20% da diretoria do instituto deve ser composta por advogadas e advogados negras.

Autora da proposta de mudança do estatuto aprovada por unanimidade foi a advogada e colunista da Conjur Juliana Souza
Lu Prezia / Divulgação

Juliana é autora da proposta aprovada por unanimidade e que era um dos compromissos da Chapa 1, da vencedora da última eleição, Marina Coelho Araújo.

Ester Rufino, ativista antirracista e integrante da gestão do IBCCRIM
Divulgação

Além da cota mínima de 20% de membros autodeclarados negros para composição da Diretoria e do Conselho Consultivo, o estatuto também foi alterado para flexibilizar a composição das chapas e promover maior diversidade no comando da entidade.

"É um passo importantíssimo no caminho da equidade racial e enfrentamento do racismo institucional", disse Juliana, enfatizando que a conquista é coletiva e fruto do trabalho de muitas pessoas negras e também de pessoas brancas que compreendem a importância da proposta.

“Foi uma conquista histórica para o IBCCRIM! De muitas mãos negras que já passaram por ali, mas a coragem da Dra. Juliana Souza foi determinante para chegarmos nesta conquista. Coragem e atitude de se expressar na hora certa", afirmou Ester Rufino, ativista antirracista e integrante da gestão no biênio 2021/2022.

Mudança de estatuto foi uma das promessas de campanha da presidente do instituto, Marina Coelho Araújo
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A presidente Marina Coelho Araújo reforçou que as mudanças estatutárias foram pensadas para fomentar a inclusão e a ampliação da igualdade no poder decisório do IBCCrim e que atendem ao compromisso assumido durante a campanha. "As propostas foram sugeridas durante a campanha para serem realizadas nos primeiros 90 dias de gestão, mas o que vemos hoje também é o resultado de um processo importante de reflexão e construção coletiva", sustenta.

A ex-presidente do IBCCRIM, Eleonora Nacif celebrou a mudança de estatuto
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Também participaram da assembleia o 1° vice-Presidente, Alberto Zacharias Toron, o 1° secretário, Bruno Salles Pereira Ribeiro, o 2° secretário, Felipe Cardoso Moreira de Oliveira, a diretora nacional das Coordenadorias Regionais e Estaduais, Maria Carolina de Melo Amorim, a ouvidora, Cleunice Pitombo e o 2° tesoureiro, Renato Stanziola Vieira.

"A mudança estatutária promovida pela nova gestão do IBCCrim é muito significativa, não apenas para o Instituto, mas para todas entidades assemelhadas. É um modelo a ser seguido. O processo é longo, não se inicia agora e não se encerra aqui, mas é inegável que esse foi um marco importante e uma decisão corajosa e coerente da nova gestão. A luta antirracista e antidiscriminatória deve ser a principal pauta, pois todas as outras questões ligadas ao sistema de justiça perpassam por essa aspecto", exaltou Eleonora Nacif, ex presidente do instituto. 

Também houve a participação dos ex-presidentes do Instituto, Eleonora Rangel NacifMariângela Gama de Magalhães Gomes e André Kehdi; e dos conselheiros associados Marcela Arruda, Belisário dos Santos e Raquel Grazzioli.




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Revista Consultor Jurídico, 27 de março de 2021, 16h39

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