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Conflito de interesses

Lewandowski concede ao TCU acesso aos diálogos lavajatistas

Lewandowski franqueou acesso às conversas de Moro com lavajatistas ao TCU
Nelson Jr./STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, liberou o acesso do Tribunal de Contas da União às mensagens do então juiz Sergio Moro com os procuradores da autoapelidada operação "lava jato".

A decisão foi provocada por despacho desta quarta-feira (24/2) do ministro Bruno Dantas (TCU), que a pedido do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, investiga conflito de interesses de Moro, que se tornou sócio-diretor da Alvarez & Marsal, empresa que faz a administração da recuperação judicial da Odebrecht.

As conversas fazem parte do material apreendido pela Polícia Federal no curso da chamada operação "spoofing", que mira hackers responsáveis por invadir celulares de autoridades.

Ao aceitar o pedido do MP junto ao TCU, Dantas afirmou os fatos narrados pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado são gravíssimos. O pedido foi fundamentado pelo fato de Moro possuir informações privilegiadas sobre o funcionamento das empresas do grupo Odebrecht e ter proferido decisões judiciais e orientado as condições de celebração de acordos de leniência da construtora.

"Em uma situação como essa (...), é elevadíssimo o risco de conflito de interesse na atuação desse profissional. Em um primeiro momento, contribui para a situação econômico-financeira atualmente vivenciada pela empresa. Na sequência, passa a auferir renda junto à administradora
judicial nomeada na recuperação judicial", afirmou o ministro. A própria Lei 11.101/2005 estipula situações de impedimento e de destituição de
administrador judicial.

Dantas considerou que Moro, ao atuar "dos dois lados do balcão", teve evidentemente acesso a assuntos sigilosos e a informações com repercussões econômico-financeiras que não são de amplo conhecimento público.

Clique aqui para ler a decisão
RCL 43.007




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Revista Consultor Jurídico, 3 de março de 2021, 16h44

Comentários de leitores

2 comentários

Dungeon

Joro (Advogado Autônomo)

Como diria o velho Romeu Tuma, “cana nele”!

Hein?

Afonso de Souza (Outros)

No ministro? Aí acho que você já está exagerando.

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