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Ataque de covardes

OAB-PE vê insubordinação na repressão contra ato anti-Bolsonaro em Recife

Após atos violentos da Polícia Militar contra a manifestação em Recife do último sábado (29/5) contra a gestão do governo do presidente Jair Bolsonaro na Covid-19, o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) lançou nota de repúdio assinada pela presidente nacional Rita Cortez.

PM atira balas de borrachas na população
Reprodução/TV Globo

Dois homens atingidos pela PM com balas de borracha nos olhos perderam parte da visão. Eles nem participavam da manifestação. O governador Paulo Câmara (PSB-PE) afirmou que o comandante da ação e quatro policiais envolvidos foram afastados e passam por investigação. E que as vítimas devem ser indenizadas.

O repúdio do IAB se junta ao já declarado pela OAB Nacional e afirma que "a repressão aos direitos fundamentais é intolerável em um Estado democrático de Direito". O documento exige também "apuração transparente e imediata do ocorrido, com o enquadramento legal dos envolvidos nos atos de barbárie, respeitado o devido processo legal".

O presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, uma das preocupações da Ordem é com a possibilidade de ter ocorrido uma insubordinação de núcleos polícias em relação ao governo do estado. 

Em pronunciamentos oficiais,  o governador Paulo Câmara (PSB) e a vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) afirmaram que a ordem para a ação, que resultou em dois homens gravemente feridos, com risco de perder a visão, não partiu do governo. 

"Como defensores dos direitos humanos, da sociedade civil e da advocacia, o que nos preocupa é que parece haver uma insubordinação dentro das hostes militares, porque o próprio governador do Estado e a vice-governadora disseram não haver ordem nesse sentido de reação totalmente desproporcional que houve da polícia. Então, se houve alguém que não cumpriu as ordens do governo do Estado, há um componente de insubordinação, o que é muito grave" , explicou.




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Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2021, 18h19

Comentários de leitores

3 comentários

Para os néscios, é sempre fácil criticar

MACACO & PAPAGAIO (Outros)

A matéria esquece de dizer que o Decreto do governador do Estado proibia as aglomerações.
Além disso, os manifestantes usaram pedras, mas alguns veículos da imprensa marrom não citam isso.
Estamos cheios de eminências pardas e de juristas de meia tigela, que esquecem de combater as causas e de ver que os atos de defesa só foram cometidos porque os arruaceiros estavam nas ruas que não respeitam a polícia nem a ordem pública.
Até uma vereadora que devia estar em casa quis abusar do poder ao confrontar os policiais lançando mão de carteirada descabidas.
Se houve transeuntes feridos, que se apurem as responsabilidades, e culpem esses agitadores improdutivos pelos motivos.
O resto são narrativas ridículas de militantes.

E quando a manifestação é favorável ao mito(maníaco)

João B. (Advogado Autônomo)

a PM até tira foto com manifestantes.
É clara a imparcialidade de parte dos PM's.

O povo

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

O povo não só tem deveres, também, direitos, inclusive de se manifestar contra o descalabro, a corrupção, o autoritarismo (apesar de que, do jeito que está o país, não duvido que, brevemente, será instalada um "Nouveau Règime Militaire), a perfídia, a má gestão dos Estados e municípios (tem prefeito que nem sabe o que é Constituição da República), o reacionarismo da classe média (demonstrada pela Doutora Marilena Chauí e pelo professor Jessé Souza), tudo colabora para a derrocada da Democracia.

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