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Comentários de leitores

5 comentários

Grau de alienação da realidade.

Tarquinio (Advogado Autônomo - Empresarial)

Nesse cenário, o policiamento ostensivo e a militarização do território inimigo, em nome do combate ao tráfico de drogas, instauraram um Estado policial de facto, no qual a presença das forças policiais ou de agentes de segurança pública em comunidades vulneráveis é naturalizado em cenas cotidianas de soldados armados, fardados, com fuzil na mão, caminhando entre crianças rumo à escola.

O que ocorreu diariamente nas comunidades é exatamente isso, só que com o tráfico e a milícia nessa condição (organizações criminosas que nao devem ser toleradas como estruturas ilícitas de poder).

A culpa é do Estado que não investe em educação!

Vinicius D (Estudante de Direito)

Pra começar, é incrível como alguns criminalistas tentam criar "precedentes" para a defesa de um futuro case, mas isso é outro assunto e fica pra outra hora. O acontecido na Jacarezinho é o resultado de um Estado que não investe em educação, cultura e diminuição da desigualdade econômica. Dificilmente uma pessoa se vinculará à criminalidade se tiver fora da linha da pobreza extrema e com uma boa bagagem escolar e cultural. Para acabar com o tráfico e a criminalidade só investindo pesado em educação e qualidade de vida aos cidadão de baixa renda. Outra coisa, o Estado deve investir em campanhas de controle de natalidade, pois vê-se que pessoas de baixa escolaridade e em extrema pobreza fazem filhos sem ter nem condições de se auto sustentar, perpetuando e aumentando a pobreza. Resumindo, a solução: Educação, Cultura, Empregos e controle de natalidade.

Texto pobre

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Um texto pobre cheio de termos apelativos que não suportam confronto com a realidade. Começo pela premissa de que a polícia não efetua operação nas áreas nobre, pergunto para que? Lá não se faz necessário, não há lá um narcoestado armado de fuzil. Mas, quando necessário a polícia o fez, o resultado, homens brancos elegantes, corruptos não estavam preparados para ver os seus na cadeia, então anularam tudo, sob diversos argumentos, um deles estado democrático de direito. A polícia mira na cabeça sim de quem atira contra ela, desafio os nobres e tantos outros, não efetuar o trabalho da polícia, mas um trabalho simples, abrir uma empresa de internet ou fornecedora de gás "nas comunidades". Entra ano e sai ano, não há um movimento pela humanização da favela, e se houver, também não dará certo sem a polícia, porque o tráfico comanda e não permite que seja substituído pelo Estado regular. A maioria esmagadora dos policiais que subiram o morro eram pretos, pardos e pobres, de forma que não tinham nenhum motivo racista para atuar. Culpar a polícia por uma política desastrosa, que começou décadas atrás quando um govenador proibiu a polícia de subir o morro e ofereceu escolas, e livros, mas eles não aceitaram. Por que? Queriam dinheiro, não estudo e a leniência com a qual o Brasil tratou o assunto criou um monstro. Não se iludam, em breve no afasto, porque o morro já é deles.

Verdade Absoluta

Carlos Scarano (Vendedor)

Parabéns pela precisa resposta ...chega de vitimismo barato...o articulista expõe uma série de inverdades, querendo transformar estes delinquentes que aterrorizam diuturnamente a população pacata e ordeira,que lá vive.Promovem um verdadeiro terrorismo, submetendo-os aos seus caprichos ,e ai de quem ouse contesta-los. São verdadeiros bandidos que não respeitam o estado democrático de direito que tanto falam e defendem em suas missivas. BASTA ,CHEGA DE TANTA HIPOCRISIA!!!

Facções armadas

Professor Edson (Professor)

Eu tenho certeza que a sociedade está cansada desse discurso de que bandido armado com fuzil é vítima da sociedade por ser negro e pobre, outra coisa o que é operação excepcional??? É muita verborragia e pouca explicação, o problema não é só o combate às drogas, também é o combate às organizações criminosas armadas que matam, traficam, extorquem, ameaçam e controlam toda a comunidade, um exemplo desse controle armado das facções que amedrontam as comunidades, foi o caso do fotógrafo Thiago Freitas de Souza, de 32 anos, que foi morto ontem depois de reclamar com traficantes de drogas que o barulho feito por eles não deixava a filha dele dormir, o caso aconteceu na favela Santo Cristo.

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