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Campanha do TSE desmente Bolsonaro e mostra segurança da urna eletrônica

Nesta sexta-feira (14/5), o Tribunal Superior Eleitoral lançou uma campanha para reforçar a segurança do sistema eletrônico das eleições nacionais. Em vídeo, o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, afirma que "nas eleições brasileiras você pode confiar".

Ministro Barroso explica, em vídeo, a impossibilidade de fraude nas urnasDivulgação/TSE

A campanha foi divulgada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro voltou a a defender o voto impresso e afirmou que o ex-presidente Lula só vencerá as eleições de 2022 "na fraude".

Antes disso, Bolsonaro já havia cravado a irregularidade do pleito de 2018, do qual saiu vencedor, e alegado possuir dados do TSE que comprovavam a impossibilidade estatística. Mas não entregou qualquer elemento que prove isso até o momento.

A iniciativa da corte busca mostrar todas as etapas do processo eleitoral e combater fake news sobre o sistema. Barroso ressalta que as urnas eletrônicas jamais registraram casos de fraude: "O sistema é totalmente transparente e auditável, do primeiro ao último momento. Ou seja, qualquer pessoa pode conferir tudo o que foi feito".

O ministro explica que as urnas enviadas aos Tribunais Regionais Eleitorais possuem cerca de 30 camadas de segurança para proteger o sistema de qualquer tentativa de invasão. Ele também lembra que os aparelhos não são ligados à internet, o que impede o acesso de hackers.

Os procedimentos de segurança são conferidos ao menos nove vezes, desde os seis meses anteriores ao pleito até a divulgação dos resultados. O método é acompanhado pela Polícia Federal e representantes de partidos políticos, universidades e da sociedade civil.




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Revista Consultor Jurídico, 15 de maio de 2021, 10h37

Comentários de leitores

3 comentários

Narrativas Supremas

Oliro Junior (Jornalista)

O esforço do atual presidente do TSE em defender algo que a maioria dos brasileiros julga temerário, é algo inusitado. Espera-se que o órgão máximo da Justiça Eleitoral busque de todas as formas melhorar a qualidade e a confiabilidade dos mecanismos utilizados nas eleições. Não vejo razão plausível para combater a possibilidade de auditar os votos depositados nas urnas eletrônicas. A narrativa de que busca economizar, é, no mínimo, hilária em se tratando de um Tribunal que gasta milhões em uma campanha cujo "garota propaganda" é o próprio ministro que adora aparecer e que consome 2,1 bilhões por ano para prestar um serviço, digamos, pífio e, a meu ver, totalmente desnecessário. Que o Ministro Barroso abandone essa postura ridícula de defender o que a esmagadora maioria do eleitor brasileiro desconfia.

Sensatez

Sidnei Fernando da Silva (Contabilista)

Vejo sensato o direito de ver impresso a confirmação do voto digitado na urna para uma possível recontagem, assim ninguém sai com duvidas.

Qual o medo do Barroso?

Marcio Pinheiro Advocacia Tributária (Advogado Autônomo - Tributária)

Qual o medo do Barroso em ter urna AUDITÁVEL? Uma camada extra de verificação causa tanto medo assim? Será que o voto auditável vai provar que o voto eletrônico tem fraude?

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