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Divórcio humanizado: quando o respeito prevalece no final de uma relação afetiva

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No Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada três casamentos, um termina em divórcio. E mais, nos últimos dez anos o divórcio cresceu 160%. Fica evidente que os casamentos têm durado cada vez menos e são muitas as razões que justificam essas estatísticas. Certamente a facilitação legal, a redução da burocracia e a maior independência da mulher são fatores que contribuíram para isso.

O divórcio humanizado é uma alternativa para descomplicar o processo doloroso do fim do casamento e consiste em técnicas de mediação que beneficiam os dois lados, ainda mais se envolver filhos. O papel do advogado é fundamental para a condução do divórcio, começando pelo atendimento e a forma de administrar o processo.

As antigas maneiras de sempre querer travar uma guerra judicial, para satisfação e vingança de cônjuges inconformados, começa a tomar outros formatos com a nova geração, que busca primeiramente o entendimento, a satisfação rápida do processo e a diminuição dos impactos negativos. Assim, fica mais fácil conciliar um acordo sem mágoas.

Esse processo ganha uma nova roupagem, visando sempre a diminuir o conflito e focar no bem-estar das pessoas envolvidas e no seu emocional. O atendimento diferenciado é fundamental, pois normalmente os clientes estão fragilizados e diante de situações complexas que exigem o máximo de atenção. Procurar compreender além das questões jurídicas do caso e os aspectos emocionais presentes em cada situação favorece a resolução do conflito de maneira saudável para que o ex-casal continue tendo uma boa relação.

No Direito de Família mais vale o entendimento entre as partes do que qualquer sentença proferida por um terceiro (juiz) que não entende a dinâmica específica de cada família e acaba sentenciando quase que sempre da mesma forma, sob a ótica do seu entendimento. O divórcio humanizado é um direito da família e é uma maneira de preservar as relações e o respeito, minimiza as brigas familiares e seu principal objetivo é trazer a paz para uma relação que já foi de muito amor.




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 é advogada, com pós-graduação em Direito de Família e Sucessões, membro da OAB-SP e do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

Revista Consultor Jurídico, 13 de maio de 2021, 18h12

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