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Tática manjada

Bolsonaro vislumbra impugnação se não vencer a eleição, diz Marco Aurélio

A 13 dias de sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal, o decano Marco Aurélio Mello, que completa 75 anos no próximo dia 12, disse em entrevista a Pedro Bial, exibida nesta madrugada (29/6), na Rede Globo, sobre o uso das urnas eletrônicas. Também se mostrou pessoalmente contrário "ao trauma" dos processos de impeachment contra presidentes da República.

Marco Aurélio no Conversa com Bial
Reprodução/TV Globo

Também inicialmente contrário ao uso desse tipo de votação, ainda na década de 1990, o ministro relembrou que, na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, presidiu as primeiras eleições com voto eletrônico nas capitais com mais de 100 mil eleitores, em 1996.

"De lá para cá, ao contrário do que ocorria com o sistema anterior de cédula, não tivemos nenhum caso de impugnação séria procedente. A urna eletrônica acima de tudo preserva a vontade do eleitor."

Sobre as críticas dos bolsonaristas a esse tipo de voto, afirmou que "talvez o problema maior esteja nos levantamentos quanto à intenção de votos para 2022", que tem colocado o atual presidente não muito bem colocado. "E já prepare o presidente campo, porque não somos ingênuos, para uma impugnação caso não seja vencedor na candidatura à reeleição", completou.

Mas o ministro disse não ver clima institucional para um golpe de estado no próximo ano caso os resultados das eleições sejam contrário à vontade do ao atual grupo que está no poder.




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Revista Consultor Jurídico, 29 de junho de 2021, 17h51

Comentários de leitores

6 comentários

Voto impresso

Rubens Cavalcante da Silva (Serventuário)

Observo que há uma "pequena" diferença de 147.899.919 (cento e quarenta e sete milhões, oitocentos e noventa e nove mil e novecentos e dezenove) votantes entre a votação por cédulas na eleição por cédula para a presidência do Senador Federal por 81 Senadores e as votações nas eleições pelo eleitorado brasileiro de 147,9 milhões de eleitores - esse era o eleitorado apto a votar nas Eleições 2020.

Com a devida venia, cupom fiscal de compra em quitanda, recibo de depósito bancário, votação de quesitos de desfile carnavalescos não são justificativas suficientes para adoção do voto impresso nas eleições para cargos eletivos da República, s.m.j.

Soberania popular

Rubens Cavalcante da Silva (Serventuário)

Data máxima venia, a mim parece inadequado comparar a eleição para cargos eletivos da República, exercício da cidadania, expressão máxima da Democracia, a compra em qualquer quitanda, depósito na rede bancária, eleição para a presidência do Senado Federal - composto por 81 Senadores -, votação de quesitos de desfiles de blocos e escolas de samba, agremiações carnavalescas, pois o sufrágio popular é infinitamente mais importante que tais coisas.

A favor

JB (Outros)

Quando surgiram as urnas eletrônicas aqui foi aquela saraivada de críticas que não ia dar certo e com o passar do tempo viu se que foi a solução e com muito sucesso e time que está ganhando não se mexe, lembrando que nem tudo é impresso nesse país, por exemplo saque de dinheiro em caixa eletrônico, por isso sou a favor de continuarmos com o atual sistema que deu certo.

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