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"Direitos não são Privilégios"

Em nota, OAB-RJ repudia artigo sobre venda de créditos trabalhistas

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Comentários de leitores

4 comentários

Figuras Jurídicas e Sociais em torno do Direito do Trabalho

Aiolia (Serventuário)

No Direito do Trabalho o quotidiano nos mostra muitas figuras peculiares: civilista que acha que entende de contrato de trabalho, advogado empresarial que sabe tudo de CLT, hermeneutas e constitucionalistas que manjam tudo que é ramo jurídico, não necessitando estudar a lei trabalhista para se meter a falar sobre a mesma ou p/ criticar súmulas do TST, ministro do STF que não sabe nem pra onde vai Direito do Trabalho (quiçá pegou no livro pra passar na cadeira da faculdade) mas está lá julgando a matéria em última instância, e empresários em geral salvadores da nação porque empregam.
É notório. Vc sabe quando lê o voto, uma coluna, tese, crítica ou comentário. É notável quando a pessoa não sabe do assunto, não tem vivência naquilo. E, como não tem formação, ela quer interpretar o Direito do Trabalho de acordo com o Direito Comum, que é o que ela domina. Eis que surgem as teorias econômicas do Direito. O Direito do Trabalho tem sofrido muito com esse movimento. Entre as pessoas comuns, a constatação é ainda pior: nota-se que fica tudo na ideologia, no lobby, na alienação política, na crença ultraliberal, ou mesmo na invencionice, na ignorância. É só ler os comentários dos frequentadores da própria Conjur. É só ver postagens na internet. Até grupos de whatsapp.

Mas, dessas todas, a figura mais estranha que se pode ver é a do juiz do trabalho patronal. Não faz o menor sentido o sujeito ser juiz do trabalho e defender o empresariado, criticar o hipossuficiente, desqualificar a CLT, defender reforma trabalhista, pejotização, terceirização e desamparo legal de trabalhador, menoscabar a Justiça em que atua, etc. Não dá pra entender.

Argumentos palacianos

Manuel Santiago (Jornalista)

Qual! Eis aí um rol de argumentos espúrios e palacianos. O trabalhador não passa de um canudo pelo qual toda uma estrutura maior e muito bem organizada se alimenta, entremostrando que sua subsistência atende primeiros a seus interesses, aos demais… o sobejo.

Erro grave da OAB em dar palanque a um desconhecido

João B. (Advogado Autônomo)

pois ao agir assim o órgão proporciona ao articulista a fama que ele tanto almeja.
É tática manjada nas redes sociais entre influencers digitais atacar alguém mais famosos para que este, ao cair na provocação, responda e aumente a fama do atacante.
Erro juvenil.

Guilda que só visa a perpetuação de seus privilégios.

MBiaggi (Advogado Associado a Escritório)

Risível a manifestação da guilda em referência.
É cediço que a Justiça do Trabalho se transformou em um balcão de negócios, pela qual, advogados "alargam" ao máximo os pretensos direitos de seus clientes, visando por óbvio seus honorários particulares.
O ser humano é movido a estímulos, e por isso, este papo furado de devoção a Constituição Federal e a normas verticalizadas não engana mais ninguém.

O que querem os grupos e corporações é a manutenção de seus privilégios, os quais eles chamam de "direitos adquiridos", para continuarem espoliando a classe produtiva.
Observando os índices de liberdade econômica da Heritage Foundation e o Doing Business do Banco Mundial, resta evidente que vivemos em um País "burrocrático", e sedento por intervenção.

As corporações reagem não pela busca de um bem maior. Se assim fosse, as próprias guildas se movimentariam em tornar o País mais livre, dado que, as Nações com maior liberdade econômica possuem posições maiores no IDH.

O que esta guilda quer é a possibilidade de continuar com uma reserva de mercado, destinada a espoliação e empobrecimento do País, contanto que seus "direitos adquiridos", e possibilidade de propositura de litígios que espoliam a cadeia produtiva, não sejam suprimidos.

Advogados que usam a advocacia como método de espoliação e que impossibilitam que os empresários reinvistam seus lucros no próprio negócio, aumentando os ciclos de produção, gerando maiores salários e reduzindo a pobreza, isto é a advocacia trabalhista. - "Justiça Social", é só o pretexto que arrumaram para continuarem na luta pelos próprios bolsos.

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