Consultor Jurídico

Limite Penal

O uso de inteligência artificial no processo penal é compatível com a oralidade?

Retornar ao texto

Comentários de leitores

4 comentários

Continuação

Paulo Sá Elias Advogado e Professor (Professor Universitário - Internet e Tecnologia)

(...) / Continuação do comentário anterior -- para os desenvolvedores. Vulnerabilidades conhecidas em determinados algoritmos, por exemplo, de código aberto, disponibilizados publicamente e amplamente utilizados e auditados, levaram anos para que pudessem ser identificadas. Muitos sistemas de aprendizado de máquina são verdadeiras “caixas pretas”, cujos métodos são difíceis de interpretar. Embora esses sistemas possam produzir resultados estatisticamente confiáveis, o usuário final não será necessariamente capaz de explicar como esses resultados foram gerados ou quais características específicas de um caso têm sido importantes para chegar a uma decisão final, provocando inevitáveis desafios de interpretação e transparência. / Fonte: https://www.conjur.com.br/dl/algoritmos-inteligencia-artificial.pdf

Machine Learning x Auditoria

Paulo Sá Elias Advogado e Professor (Professor Universitário - Internet e Tecnologia)

Desta vez, entendo que os autores começaram a acertar a mão e o caminho correto. De fato, a máquina serve de apoio à decisão, mas jamais substituir o elemento humano na equação, já que a formação da convicção de um magistrado não está restrita somente a dados objetivos. A aplicação das leis é muito mais do que a aplicação de um conjunto de regras e jurisprudência. A independência de cada magistrado na formação de sua convicção, em cada caso concreto, jamais pode ser ameaçada ou influenciada equivocadamente por máquinas. Os juízes não aplicam a lei como robôs. Os algoritmos, pelo menos ainda, não conseguem imitar o raciocínio jurídico humano. Os algoritmos são ferramentas e não devem ser tratados como substitutos completos para o julgamento humano. Mas o problema central continua a ser como é que a "razão humana" poderá "supervisionar" o "input", a construção do algoritmo e validá-lo, uma vez que a grande maioria, se não todos os algoritmos usados hoje em dia pertencem ao campo da aprendizagem de máquina ("machine learning") - e muitos desses algoritmos, especialmente os baseados em "deep learning" e "neural networks", não são totalmente compreendidos. Nenhum ser humano é capaz de dizer por quê determinado algoritmo desta natureza faz o que faz, nem pode prever totalmente o que o algoritmo poderá fazer em dados diferentes daqueles utilizados para o treinamento da máquina, ao longo do tempo. Até mesmo os desenvolvedores dos algoritmos muitas vezes não conseguem compreender a lógica que os algoritmos por eles mesmos desenvolvidos começaram a seguir para tomar certas decisões e produzir determinados resultados, já que nem todos os processos, inclusive as fontes e formas de coleta de informação são (ou podem ser) absolutamente transparentes (...) continua

De novo?

John Paul Stevens (Advogado Autônomo)

Bla, bla, bla. Esse negócio já chega atrasado aqui no Brasil. Vários estudos lá fora criticando a arbitrariedade subjacente ao uso da IA no direito. E aqui, Morais da Rosa vem — com ares de superioridade — anunciar, todos os dias, a descoberta da roda. Inacreditável.

Papo furado!

Ulysses (Professor Universitário)

De novo o Alexandre, que hoje se mostra mais como coach do que professor, vem com essa conversa. Cansa.

Comentar

Comentários encerrados em 26/06/2021.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.