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Reforma política

Semipresidencialismo poderia evitar "traumas institucionais", diz Temer

Nesta segunda-feira (14/6), o ex-presidente Michel Temer defendeu a implantação de um sistema de governo semipresidencialista no país. Segundo ele, o modelo poderia evitar "traumas" institucionais.

Michel Temer, ex-presidente da RepúblicaMarcos Corrêa/PR

O emedebista participou do evento "Reforma política e democracia: um olhar para o futuro", promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Sua declaração vai ao encontro das opiniões de constitucionalistas importantes que marcaram presença no ciclo de debates, como o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

"Nesse momento, só se fala em impeachment. E não tenham dúvida que quando chegar o próximo presidente, seja quem for, falar-se-á novamente, em impeachment. É uma coisa que, entre aspas, pegou moda. Há uma instabilidade e a todo momento um pedido de impedimento", declarou Temer.

No semipresidencialismo, o presidente da República ainda seria o chefe de Estado e das Forças Armadas, responsável, entre outras coisas, pela sanção de projetos de lei. Porém, dividiria funções com um primeiro-ministro — um chefe de governo eleito pelo Congresso, responsável pela administração cotidiana do país.




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Revista Consultor Jurídico, 14 de junho de 2021, 19h04

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