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Colaboração premiada

Giovanni Brusca, que confessou mais de 100 assassinatos, é libertado na Itália

Nesta segunda-feira (31/5), Giovanni Brusca, antigo membro da máfia siciliana Cosa Nostra, deixou a prisão após 25 anos. Ele cumpria pena por confessar mais de cem assassinatos, como o do juiz Giovanni Falcone, famoso pelo combate à organização criminosa.

Giovanni Brusca foi preso em 1996
Reprodução

Brusca tem 64 anos e estava preso desde 1996. Anos depois, passou a fornecer informações sobre várias ações da Cosa Nostra em troca da redução da pena e outros benefícios. De acordo com a imprensa italiana, ele deve ficar em liberdade condicional por quatro anos.

Em 1992, Falcone, sua mulher e três guarda-costas passaram de carro sobre uma estrada dinamitada, e Brusca acionou os explosivos que os mataram. O mafioso também já admitiu ser responsável pelo assassinato de Giuseppe Di Matteo, o filho de 11 anos de um informante da polícia. Estrangulou o garoto e dissolveu o corpo em ácido.

Sua libertação gerou reações negativas por toda a Itália. A morte de Falcone é lembrada como um dos episódios mais marcantes da luta contra a máfia. O juiz foi um dos responsáveis por deflagrar a operação anticorrupção "mãos limpas".




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Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2021, 18h02

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