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Comentários de leitores

38 comentários

Narrativas

Gabriel Severo de Oliveira (Estudante de Direito)

O que interessa é a narrativa para manter a base eleitoral mobilizada diante da iminente derrota.

Seriam auditadas todas as urnas ou apenas um percentual com base em algum modelo estatístico/atuarial?

A primeira hipótese me parece inviável. E, adotando a segunda, com certeza não faltariam as denúncias bombásticas no Whatsapp sobre algo como "somente 5% das urnas são auditadas!" ou "em Itapipoquinha da Serra do Noroeste não foi auditada a urna!".

Com a perda de tração das notícias falsas (que se servem muito bem mas têm o inconveniente de eventualmente esbarrarem com a dura realidade), o interesse da pós-política é, agora, tumultuar o processo eleitoral. Podem mudar como bem desejarem, seja o voto em papel, pedrinha escura ou pedrinha clara em urna de argila, todos em uma praça levantando os braços, enfim, pode mudar até mesmo pra cara ou coroa, ao final, se o lado da barbárie perder, não vale. E a horda seguirá babando o ódio.

P.S: Fico feliz de ver um juiz da comarca onde resido sendo firme na defesa do processo eleitoral e das urnas aqui neste espaço.

Fatos e Interpretações

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

FATO -

(...) "Em meio a questionamentos sobre a segurança das urnas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou o descarte de 83,4 mil urnas. Recentemente o órgão lançou edital para a contratação de uma empresa para reciclar os equipamentos."(...)

(...) "Segundo o TSE, as urnas foram usadas nas eleições de 2006 e 2008 e ficaram ultrapassadas. Elas não possuem o mecanismo de chip que garante a segurança digital. O Tribunal disse ainda que não há espaço nos depósitos para manter os equipamentos."(...)

FONTE -
https://www.contrafatos.com.br/tse-descarta-834-mil-urnas-eletronicas-apos-fim-da-vida-util/

MINHA INTERPRETAÇÃO - Acho muito suspeito.

***Cada urna é usada numa seção eleitoral que, em média, tem 350 eleitores. Se multiplicarmos o número de 350 eleitores pelo número de urnas a serem "descartadas", ou seja, 83,4 mil, chegaremos ao resultado de 29.050.000. Isto é, 29 MILHÕES de votos manipuláveis, uma vez que o próprio tribunal reconhece que as urnas não têm o chip de segurança digital.

Favor ler as datas com atenção

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Urnas eletrônicas usadas nas eleições de 2006 e 2008 são, agora, em 2021, consideradas inseguras. Depois daquelas eleições, já tivemos as de 2010, 2012, 2014, 2016, 2018 e 2020.
Se uma pessoa, hoje, compra computador para substituir o que usava em 2008, pode-se dizer que seja esbanjadora? Afinal, por que trocar de equipamento, só porque se passaram 13 anos? Nesse tempo, nem apareceram novidades na área de Informática, não é mesmo?

Dr. Berthold, quem diria ...

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Resolveu sofismar.

Crítica da razão cínica a la Kant

Ricardo D N Pereira (Advogado Autônomo)

Quanto eu penso que a matéria de crítica à razão está concluída (vide crítica à razão pura e crítica à razão prática de Kant), eis que a pós-modernidade nos oferece a crítica da razão cínica! Ótimo contra-argumento aos não-argumentos, estes sem qualquer rigor metodológico em tema de epistemologia.

Sim ao aprimoramento!!!

Enio Ricardo Moreira Arantes (Advogado Autônomo - Civil)

Na PEC da Deputada Bia Kicis o voto continua eletrônico e a apuração também, com a celeridade que acentua a sua importância. O que muda é a inclusão de possibilidade de AUDITORIA CONFIÁVEL do voto que o atual sistema NÃO CONTEMPLA. O descrédito quanto à idoneidade do resultado EXISTE, está disseminado entre nós e AUMENTA a cada vez que a implementação de avanços sofre ataques contra o aprimoramento do processo. Chega de retórica. Sem a auditoria PÚBLICA, como a população minimamente esclarecida e descrente da isenção de tribunais que agem como agremiações políticas, compostos por indicação de políticos, QUER, a eleição de QUEM QUER QUE SEJA será ILEGITIMA. Não há alternativa aceitável que não a da PEC da Deputada Bia Kicis.

Andando em círculos

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

É importante que o debate progrida, não que só se repitam argumentos que já foram respondidos.
Sugiro a leitura de meus comentários dos dias 15, às 23h48min (“As votações já são auditadas”), a resposta do dia 16, às 10h46min, no mesmo tópico (“Inviável”) e a resposta no tópico “Simples, permitam a impressão dos votos...”, a qual tem o título “Sementinha cara de problemões”, do dia 16, às 17h59min.
Se houver contra-argumentos ao que ali escrevi (não mera reprise de argumentos anteriores), poderemos prosseguir adequadamente.

"Pessoa esclarecida" e "Bia Kicis" na mesma frase?

Edson Ronque III (Advogado Autônomo)

Olha, eu não discordo (em absoluto) da necessidade de aprimoramento da urna eletrônica. mas voto impresso não é uma auditoria confiável. Nessas horas, vale conhecer a história. Procure sobre as eleições americanas de 2000, o que aconteceu na Flórida. Vai ver que recontar a mão pode causar mais problemas que solucionar.

Tumultuo, Gado, EUA

MMoré (Outros)

Apenas quem tem pouca inteligência ou má intenção acredita que Bolsonaro pretende aperfeiçoar o sistema eleitoral. Esse sujeito busca apenas tumultuar o processo eleitoral, já que tudo indica que perderá nas urnas. Difícil é explicar isso para os gados. Não é demais lembrar que, nos EUA, mesmo havendo voto impresso, o resultado das urnas também acabou questionado.

Voto impresso

Rubens Cavalcante da Silva (Serventuário)

Retruco:
Se as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral são confiáveis (as instituições públicas e os atos administrativos gozam da presunção de legitimidade) e não há fraude, pra que voto impresso?

Simples, permitam a impressão dos votos...

R.A.R (Advogado Autônomo - Administrativa)

Se não há fraudes, porque esse medo de se imprimir os votos para possível e necessária averiguação, via contagem.
Contradição essa incessante defesa dessa urna, ainda mais em um país onde a corrupção é companheira dos políticos e não políticos, que se imprima os votos. Provem que não há corrupção!!!

Sementinha cara de problemões

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

No tempo dos votos em cédulas de papel, sempre que se fazia recontagem de votos, o resultado era diferente do original.
A impressão dos votos permitiria, mediante o simples “desaparecimento” de algum deles, dizer-se que houve fraude, recusar-se a aceitar o resultado, enfim, uma balbúrdia.
Além disso, a última eleição teve quase 500.000 urnas. Quanto dinheiro custaria acoplar, a cada uma delas, uma impressora capaz de várias funções sozinha: recortar os papéis, picotar os que não correspondessem ao que o eleitor alegasse ter votado...?
O Brasil tem esse dinheiro todo para gastar em algo desnecessário?

Impressão de votos ?

AndréG (Assessor Técnico)

O sistema, nos atuais termos, é sim eficiente e seguro (desconectividade das urnas com a interweb , lacres apropriados para proteção contra terceiros pretensos violadores, fiscalização periódica das seções por pessoas transitoriamente contratas para tanto... sem contar as que, pela própria finalidade do ato, se deslocam para votar e possuem legitimidade para se opor a qualquer eventual desvio de conduta).

E detalhe, isso é só a ponta do iceberg.

O que muitos acabam esquecendo são os custos que envolvem essa máquina de segurança e a inviabilidade de concomitância com a averiguação do voto impresso.

Sim, é necessária a confiança institucional.

Seria um retrocesso a conferência de dados impressos considerando o dispêndio por trás do processo eleitoral !

Ou se revê "a forma de fazer", ou se reconhece a adequação e confiabilidade ao sistema.

Porque a Justiça Eleitoral se ocupa da matéria eleitoral

Rubens Cavalcante da Silva (Serventuário)

A Justiça Eleitoral se ocupa da matéria eleitoral em razão da competência jurisdicional e administrativa que lhe confere o Código Eleitoral (Constituição Federal, art. 121).
Diferentemente do que foi afirmado por um comentarista, a Justiça Eleitoral não tem "montanhas de processos que não dá conta.
A Justiça Eleitoral é a que julga os processos da sua competência com maior celeridade. Além dos ritos e prazos legais diferentes previstos na legislação eleitoral, o trabalho abnegado e incansável dos servidores desta (estou escrevendo dentro de um TRE) Justiça especializada contribuem para a celeridade extraordinária e razoável duração dos processos eleitorais.
A Justiça Eleitoral se preocupa e se ocupa de propostas legislativas referentes às eleições porque é a instituição constitucionalmente instituída para apreciar a matéria e tem know-how para debater questões atinentes a qualquer processo eleitoral, inclusive e especialmente aquelas nas quais se vislumbra a possibilidade de retrocesso e de atravancar o processo das eleições com procedimentos arcaicos já superados.

Urnas eletrônicas, razão cínica e negacionismo. Ou conspiraç

miguelangeloboaventura (Contabilista)

Estimado Mestre, com todo o respeito, diante dos seus comentários, você acredita que Luis Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Dilma e outros mais não são ladrões.

Nietzsche

Glauco Eggers (Auditor Fiscal)

A frase de Nietzsche é no sentido de que não se pode falar em verdade única, é uma oposição a Verdade Absoluta imposta por um cristianismo vulgar, de forma nenhuma é um niilismo ou uma negação de fatos. Aliás, tratar Nietzsche como niilista implica na necessidade de reler, e não tresler, Nietzsche.

Urna eletrônica

Monteiro_ (Advogado Autônomo - Civil)

Sem relacionar o tema com corrente "a" ou corrente "b", três detalhes, neste assunto, me deixam intrigado. Primeiro, porque o judiciário, que tem montanhas de processos de sua competência e não dá conta, se imiscui ativamente numa questão eminentemente legislativa, como esta. Segundo, porque quase todos os países do mundo que adotam a urna eletrônica pensam diferente de nós, e nós é que estamos certos. Terceiro, porque o medo de modernizar a urna e dotá-la de impressora, para permitir eventuais auditorias!

Questione os demais seguimentos Técnológicos, rapaz

Bacharel em Direito e pós graduado (Assessor Técnico)

"Monteiro_ (Advogado Autônomo - Civil)", aconselho vc questionar e exigir, se esse o termo, não haver caixa eletrônico, e, sim, a bateria de caixas humanos, né? inclusive, extirparem os aplicativos. Também os DETRANs; os Tribunais ordinários e as Cortes Superiores aos Processos Físicos; os cursos não mais à distância, para serem exclusivamente presenciais etc., etc., etc. E, aí, meu caro e nobre advogado. Óbvio que vc vai me rebater, tudo bem. O que é necessário é aperfeiçoamento, ou não? Isso, aliás, dá-se conosco. Tenho 56 anos, mas não sou mais a pessoa de 20, 30 anos, obviamente, pois amadureci um pouquinho, vez que, em meu resto de dias na terra, terei que ainda amadurecer e, ao fim de meus dias, falo por mim, não serei a atual pessoa de 56 anos. O ser humano é um ser que, diariamente, evolui (uns para melhor - outros, quem sabe, para pior, que também é evolução). A urna eletrônica e outros sistemas estão evoluindo para melhor. Êpa, quem sabe se serei negativamente rebatido por um rapaz que, de vez em quando, aprece por aqui para me chamar de soldadinho? Sem problemas, tá soldadão?

É proibido contestar

Alexandre Guimarães Molinaro (Oficial da Marinha)

O pensamento único é a tônica do nosso tempo. Os questionadores devem ser massacrados, pois eles incomodam com preguntas inconvenientes. Pedir mais transparência e tornar a eleição auditável virou motivo de chacota academicista. Com um belo argumento supremo de que o nosso Ministro Gilmar e os eleitores comunistas não conhecerem a Bia Kics e o Hélio Negão prova tudo. Bummmmm as urnas são seguras !!!. Porque a Alemanha considerou a nossa urna inconstitucional e a nossa corte considera o contrário? Não entendo que no texto se fala de conspiração tiro no pé. Fico imaginado no pé de quem no pé de quem a defende e ou no pé de quem a ataca. Sei que a pura e simples lógica do cui bono parece muito infantil para os padrões acadêmicos niilistas. Concordo que não há fatos somente interpretações e nesse caso cada um faz sob égide da sua natureza. Nossa democracia está em risco e desdenhar disso é ser um escravo voluntário.

Estúpidos e "mito"

Armando do Prado (Professor)

A caótica situação do país se deve ao negacionismo, ressentimento, 'negocionismo', corrupção, mas, principalmente, estupidez daquelas bravas, de gente terraplanista e que chama charlatão de médico e analfabeto de mito.

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