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advogado-geral da União

Anajur parabeniza André Mendonça por indicação ao Supremo

A Associação Nacional dos Membros das Carreiras da Advocacia-Geral da União (Anajur) parabenizou o advogado-geral da União, André Mendonça, pela sua indicação à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

André Mendonça, advogado-geral da União indicado ao STF 
José Cruz/Agência Brasil

O encaminhamento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (13/7). Mendonça é o quarto AGU a ser indicado para a Corte Suprema.

A Anajur destaca Mendonça pelo seu "reconhecido trabalho voltado à defesa do erário e ao combate à corrupção". Advogado da União de carreira desde 2000, o indicado já recebeu o Prêmio Innovare em 2011, quando era diretor do departamento de Patrimônio e Probidade da AGU e coordenava o Grupo Permanente de Atuação Pró-Ativa.

Segundo a Anajur, em sua passagem pela AGU, Mendonça "deixa o legado de modernização nos procedimentos e valorização dos servidores. Buscou manter o diálogo entre a instituição e as entidades representativas, como forma de ouvir as demandas e buscar soluções para todas elas".




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Revista Consultor Jurídico, 13 de julho de 2021, 16h18

Comentários de leitores

2 comentários

O sentido da nota apologética desta associação

Rafael Calegari (Serventuário)

Essa associação de servidores declarou elogios ao bolsonarista André Mendonça pelo simples fato de tal pessoa ter sido indicada para investidura no cargo vago de ministro do Supremo Tribunal Federal, caso haja aprovação legislativa, como faria e fará com literalmente qualquer outro cidadão nato na faixa etária exigida, não importando quem seja e sem preocupação alguma com o significado das próprias palavras do elogio publicado. São palavras ao vento, meros afagos. Caso fossem indicados para ocuparem a cadeira desocupada por Marco Aurélio Mello, ou para a vaga aberta recentemente pelo anterior decano ou a próxima, Abraham Weintraub, Damares Alves, Sérgio Moro, Eduardo Bolsonaro, Silas Malafaia, Caio Coppolla ou Ernesto Araújo não teriam outro tratamento manifestado publicamente por estes mesmos funcionários associados, senão o exposto na notícia exposta acima. Esse é o sentido. Desconsiderem.

Que vergonha...

Rafael Calegari (Serventuário)

Diversos atos jurídicos de André Mendonça na função pública são indiscutivelmente incorretos à luz do Direito. Não são atos discricionários, não recaem sobre matéria complexa e não envolvem tema de grande divergência na literatura. Ao contrário: são atos jurídicos com erros grosseiros e primários, inaceitáveis para um bacharel em Direito. E o pior: estes erros seus são abundantes e são de notório conhecimento público. É provável que, nos próximos dias, juristas e acadêmicos respeitados divulguem listas e análises destas aberrações da vida pública recente na forma escrita. Se André Mendonça sabe em que errou nesses atos de ofício, então não lhe cabe, nem de longe, reputação ilibada (não faria sentido); se não sabe destes erros básicos em conceitos jurídicos e aplicação da lei e dos princípios, então ele carece de notório saber jurídico. Apesar de ser metodologicamente impossível verificar com absoluta certeza se essa pessoa sabe ou não sabe dessas incorreções da sua conduta na Administração Pública, é dedutível validamente a partir de pressupostos unânimes entre todos nós que André Mendonça não satisfaz a ambos os requisitos supracitados (reputação e saber compatíveis com o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal): se tem o devido saber, então não merece a elevada reputação, e se a merece, então não tem o saber exigido, conforme se demonstrou nestas linhas.

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