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Luto na magistratura

Morre Rêmolo Letteriello, 80, desembargador aposentado do TJ-MS

No último sábado (3/7), morreu aos 80 anos Rêmolo Letteriello, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, em decorrência da leucemia que enfrentava havia cerca de dois anos.

    O desembargador aposentado Rêmolo Letteriello, do TJ-MSDivulgação/TJ-MS

O velório aconteceu no domingo (4/7), na própria sede do TJ-MS. Rêmolo ainda atuava como advogado e trabalhava com mediação. Seu destaque na área o tornou palestrante em outros países da América Latina.

Natural de Campo Grande, ingressou na magistratura em 1976 e se tornou desembargador em 1987. Ele chegou a presidir o próprio TJ-MS, além do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul e da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul).

O desembargador Carlos Eduardo Contar, atual presidente do TJ-MS, disse que Letteriello foi um dos realmente grandes da Justiça estadual. Ele lembrou que Rêmolo implantou, de forma pioneira no Brasil, o Juizado Especial no estado e, na administração da corte, construiu o anexo que abriga os gabinetes dos desembargadores. Também ressaltou sua dedicação à Academia Sul-mato-grossense de Letras, inclusiva para a viabilização da sua sede própria.

"Foi líder e representante digno da magistratura brasileira, destacando-se nacionalmente. Culto, doutrinador, autor de livros, orador de escol, trabalhador e combativo. Integrou lista tríplice ao STJ, ocasião em que foi escolhido o ministro Luiz Fux, hoje presidente do STF", apontou Contar.

O presidente da Amamsul, Giuliano Máximo Martins, lembrou que Letteriello foi o primeiro presidente eleito da associação. Ele o descreveu como um grande líder, um profissional muito respeitado e uma pessoa atenciosa e comprometida com a vida pública.

"O desembargador Rêmolo era um dos ícones da magistratura e sua partida é uma tristeza muito grande. Fica o reconhecimento da Amamsul por tudo o que ele fez pela magistratura e pelo Poder Judiciário deste estado. Ele certamente fará muita falta", afirmou Giuliano. Com informações da assessoria do TJ-MS.




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Revista Consultor Jurídico, 7 de julho de 2021, 21h20

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