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Por que quero ser presidente da OAB São Paulo

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Cabalada por colegas e amigos advogados, a pré-candidatura de Alexandre Hernandes emerge autêntica, fruto do interesse pessoal de cada advogado por retornar ao berço esplêndido. Claro, o berço fora aventado pelo aposentado ministro Joaquim Barbosa, que mal nutria ciência acerca dos périplos da profissão; pois somente o advogado atuante, utilizando a antiga parêmia "aquele que encosta o umbigo no balcão", conhece esses problemas.  

Questões financeiras, o respeito à atividade e às prerrogativas, o equilíbrio das minorias, a hegemonia feminina em nosso seio, como centro das atenções nesta terceira década do século 21, a postura dos colegas, cultura e segurança pessoal, entre outras.

Esse o escopo de Alexandre Hernandes, o status quo ante, quando o advogado materializava o elemento social mais culto; vale dizer, mais de 20 presidentes da República egressos da Ordem dos Advogados do Brasil.

Alexandre pugnará pelo resgate da hegemonia, devolvendo a autoestima, inerente a uma das profissões mais tradicionais do mundo.

Não havia pai que não almejasse a carreira aos filhos. As mães comentavam orgulhosas: "A minha filha está cursando Direito, quer ser advogada".

Mas o trampolim para políticos retirou a preocupação dos timoneiros da Ordem dos Advogados do Brasil com as questões da classe.

Hoje, com tanta dificuldade financeira, a atual gestão conduz o CPF do colega a protesto, como se este alvitrasse a inadimplência. A (do que) batalhar pelo reconhecimento de honorários contratuais e sucumbenciais pelos tribunais, os timoneiros quedam-se preocupados com as intimações contra o atraso da anuidade.

Os gestores da instituição mais democrática da República devem apoiar o advogado em seu dia a dia e, caso obtemperadas dificuldades econômicas, os timoneiros deverão compor com o profissional a reestruturar a sua atividade, possibilitando ao inadimplente a realização da assistência judiciária, gerando recursos à sua solvência.

Quer-se o voto da colega para colegas, a sanear as questões da profissão; por exemplo, a concorrência desleal, os altíssimos custos, principalmente com a entidade. Aliás, a anuidade pode ser baixada para 70%, considerando-se o atual valor. Esse o compromisso mediante documentação sob a condição de passar o bastão para o segundo colocado na votação, caso não operada a detração em 30% da anuidade.

Fixando essa verve, assere-se acerca de a contribuição anual corresponder a 70% da praticada na atualidade. Existem seções que praticam esse valor. Esse o compromisso mediante documentação em cartório, a anuidade com base 70% do valor praticado na atualidade.

Infelizmente, no passado, a Seção São Paulo conheceu de políticos profissionais que foram eleitos inúmeras vezes, e este vezo minou a sua estrutura; o colega Alexandre Hernandes assume o compromisso de eleger-se por única vez, erigindo a festejada mulher negra, sua vice, como símbolo da luta contra a opressão das minorias.

Hoje, o número de inscritas no quadro da Ordem dos Advogados do Brasil supera os homens, e é esse universo feminino que emergirá alcandorado pela gestão Alexandre Hernandes.

Será a mulher, a equilibrista de vários pratinhos simultaneamente, a homenageada pelos atos da gestão Alexandre Hernandes, sempre vislumbrando a comodidade e o respeito às colegas e às minorias oprimidas. E desde agora o compromisso por estas gerirem — no mínimo — 50% das comissões.

A mãe que labuta com filhos até os sete anos de idade, advogada que necessita realizar as tarefas diárias, poderá contar com o auxílio da OAB a vigiar e legar subsídios educacionais nas futuras creches que a gestão irá proporcionar.

O escopo emerge óbvio, a gestão Alexandre Hernandes subsidiará 50% dos custos, reativando creches fechadas em decorrência da pandemia.

A preocupação com a defesa pessoal da advogada, sucedâneo de tanta violência, permitirá parceria com essas academias (defesa pessoal) e às subseções.

A advogada também padece mediante exagero de revistas nas portarias dos fóruns, muitas vezes com pertences e bolsas vilipendiados pela "segurança".

É dizer, o necessário respeito grassa com os seguranças dos fóruns que devem operar com educação. O advogado não pode ser tratado com desconfiança pelos atendentes nos fóruns. E esse colimado respeito deve ser imposto pelos gestores da entidade, mediante reuniões com os diretores dos fóruns, melhorando o ambiente de trabalho.

Invariavelmente colegas reclamam desses seguranças que militam na entrada dos fóruns. O essencial queda-se a exigir respeito e, caso milite o desrespeito, a gestão Alexandre Hernandes oficiará com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a garantir o tratamento ideal aos profissionais que suportam marginalizações.

A informática emergiu como salvadora aos advogados jovens, porém, os mais experientes — na arte da advocacia — suportam entraves. A gestão constituirá lojas de informática, no estilo Caasp, a nortear as colegas e os advogados que não nutrem tanta orientação, e estes poderão adquirir computadores e materiais de informática após os necessários escólios pelos próprios atendentes. E esse desafio não emergirá como ônus à receita da OAB, mormente, esses materiais produzem lucro exorbitante; a gestão Alexandre Hernandes — apenas — contingenciará os custos das "lojas" com o lucro, mitigando o valor do equipamento.

Outro desar da atual gestão queda-se à necessidade de realização de cadastro à utilização das "salas dos advogados" existentes nos fóruns. Ora, nem sempre emerge a possibilidade de realização de cadastro prévio, mormente a necessidade vence a previsão. Vale dizer, o advogado tem de postar a sua irresignação ao juiz, sucedâneo de decisão inopinada, nem sempre milita tempo ao cadastro prévio.

Por isso, a gestão Alexandre Hernandes envidará esforços a restaurar a aliança com a Aasp colimando o melhor atendimento nas "salas dos advogados" existentes nos fóruns. A Associação dos Advogados de São Paulo presta excelentes serviços aos colegas e a renovação da aliança emerge como premissa à retomada do melhor serviço.

Quanto à política nacional, importa pontuar que a honrada classe emerge mediante problemas significativos, sendo desútil cabalar outros, inerentes a partidos políticos. Aliás, queremos honrar o voto da classe mediante a preocupação com os problemas dos advogados, sem o utilizar como trampolim político.

Interessa a realidade brasileira com a polarização ideológica. A OAB tem de manter-se neutra, cumprindo o seu papel constitucional de vigiar o cumprimento da norma. Por óbvio, os advogados quedam-se entusiastas das discussões políticas, o advogado emerge como o ser mais politizado da sociedade; porém, os timoneiros da OAB devem nutrir a imparcialidade.

Outro pleito dos colegas queda-se ao porte de arma, vale dizer, realizando atividade de alto risco, advogadas e advogados devem possuir o Direito ao porte de arma como prerrogativa, pois a atividade exige a autodefesa.

O porte de armas aos advogados queda-se como bandeira de Alexandre Hernandes; mormente, nutre ciência acerca dos riscos da atividade como advogado criminalista.




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Alexandre De Souza Hernandes é advogado.

Revista Consultor Jurídico, 7 de julho de 2021, 19h13

Comentários de leitores

5 comentários

OAB deixou de ser OAB. É quase um sindicato...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Só falta um sindicalista populista oferecendo benesses esmigalhadas para conquistar poder, um cofre cheio e cargos não submetidos a concurso.
Que tal oferecer, também, restaurante popular?!
Cansei dessa trupe! A cada eleição descemos um degrau, às vezes três.
Cansei mesmo, cansei muito, estou esgotado dessa turma.

Prestígio e poder.

Vinícius Oliveira (Outro)

Por prestígio e poder, Doutor. Depois eu leio o arrazoado que o Sistema 2 (vide Kahneman) do seu cérebro fez para justificar essas pulsões arcaicas.

Os dois pontos

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Diz parte do texto: "Hoje, com tanta dificuldade financeira, a atual gestão conduz o CPF do colega a protesto, como se este alvitrasse a inadimplência. A (do que) batalhar pelo reconhecimento de honorários contratuais e sucumbenciais pelos tribunais, os timoneiros quedam-se preocupados com as intimações contra o atraso da anuidade".

O primeiro, é a OAB prejudicar o seu filiado levando o seu CPF a protesto.
A preocupação do nobre candidato é altaneira.

O segundo ponto é porte de arma para advogado.
O que vai ter de bandido invadindo escritório de advogado para roubar a arma, vai sair pelo "ladrão".
Esse ponto no programa do candidato é muito fraco.

Porte de Armas

ALEXANDRE HERNANDES (Advogado Autônomo - Criminal)

Questão de PRERROGATIVAS. Se o magistrado, o promotor tem porte de arma é mister que o mesmo seja estendido aos advogados.

Doutor alexandre hernandes

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

O juiz e o promotor representam o Estado. O advogado é, tanto na sociedade como na teoria jurídica, agente parcial. Ele defende o seu próprio interesse e aquele de seu cliente.
Além do mais, para usar arma precisa ter controle psicológico.
Advogado agride mulher e sai de casa levando as filhas do casal
23 de maio de 2021(https://dhojeinterior.com.br/advogado-agride-mulher-e-sai-de-casa-levando-as-filhas-do-casal/).
Advogado que agredir mulher poderá ter registro cassado
Casos de violência contra idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência também podem ser impeditivos para advogar
https://jc.ne10.uol.com.br/canal/mundo/brasil/noticia/2019/03/19/advogado-que-agredir-mulher-podera-ter-registro-cassado-374109.php).
Até quando o advogado continuará tendo fama de profissional não confiável, desonesto e dinheirista?(https://canalcienciascriminais.com.br/ate-quando-o-advogado-continuara-tendo-fama-de-profissional/).
Mari Ferrer: advogado da defesa é investigado por desonestidade
Notícias, Notícias - 16 de março de 2021(https://claudia.abril.com.br/noticias/mari-ferrer-advogado-da-defesa-e-investigado-por-desonestidade/).
Advogado é procurado pelo crime de estelionato no Distrito Federal
O procurado vem, há 11 anos, falsificando documentos, inclusive alvarás de soltura, e cometendo outros crimes patrimoniais(https://www.metropoles.com/distrito-federal/advogado-e-procurado-pelo-crime-de-estelionato-no-distrito-federal).
Agora, reconheço que o advogado passa por situações dramáticas.
'Ele morreu trabalhando', diz mãe de advogado morto em posto de combustíveis de Curitiba
Crime ocorreu na quinta-feira (11), no Centro da capital, por causa de um acerto de contas; outro homem também morreu durante a ação. Suspeito de ser o mandante está preso (G1).

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