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Roupa nova

"Lava jato" do Rio é prorrogada para facilitar transição ao modelo de Gaeco

O procurador-geral da República Augusto Aras prorrogou os trabalhos da força-tarefa da "lava jato" no Rio de Janeiro até dia 31 de março, segundo o jornalista Fausto Macedo, do Estadão.

Os trabalhos deveriam se encerrar neste domingo (31/1). Atualmente, 11 procuradores estão cedidos para trabalhar sob a chefia de Eduardo El Hage.

Segundo a PGR, a extensão do prazo será usada para organizar a transição do modelo de força-tarefa para sua incorporação por um Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que também será instituído no estado.

"A solução de criar uma comissão provisória foi adotada porque a unidade optou por um 'itinerário longo' para a definição dos nomes dos integrantes do Gaeco e era necessário garantir a continuidade das investigações até lá", explica o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, no despacho administrativo que embasou as prorrogações.

A substituição das forças-tarefas por Gaecos federais espalhados pelo país é um dos principais projetos da gestão de Augusto Aras.  Assim como no Rio, o plano é substituir todas as "forças-tarefa" — nome fantasia de órgão que sequer existe no organograma do Ministério Público Federal — pelos Gaecos.

O PGR já afirmou, em diversas ocasiões, que o novo modelo vai institucionalizar o combate à corrupção, que, pelo modelo de forças-tarefa não tem coordenação centralizada e peca pela informalidade.

Os Gaecos existem há 25 anos nos Ministérios Públicos estaduais. No âmbito federal, existem há seis anos, mas a implementação nos primeiros estados só aconteceu na gestão de Aras.

Segundo um procurador, a preocupação da PGR é preservar a legitimidade do combate aos crimes de colarinho branco. A desmoralização de protagonistas e de seus métodos, argumenta, não pode comprometer o papel da instituição. Com a entrada dos Gaecos em cena, o que parecia ser projeto pessoal de algumas pessoas, passa a ser uma ação oficial do MPF, fiscalizada e controlada.




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Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2021, 11h37

Comentários de leitores

1 comentário

Gaeco-rj é uma farsa.

LuizD'grecco (Outros)

Não é o que parece ser. Tem um comando do mal dentro dessa estrutura e nem tudo é investigado, ha uma seleção. Os crimes que envolvem seus colegas são omitidos da pauta.

A maior organização criminosa do Rio de Janeiro transita livremente pelos corredores do TJRJ e do MPRJ seja estadual ou Federal.

É uma quadrilha blindada que atua no sistema desde 1994 sob o comando de CESAR MAIA.

Uma estrutura criminosa gigantesca que cooptou, Ministros do STF, STJ, Bandidos de Toga, Procuradores do Rei, Bancos Estais, Fundos de Pensão, politicos, transportadora de valores.

E claro, INVEPAR-LAMSA-OAS no centro dessa convenção criminosa que tanto a LAVA JATO como o GAECO-RJ jamais se arvorou, em enfrentar.

SAIBA MAIS AQUI: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.733196423903713&type=3

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