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Tendência incerta

Greve dos caminhoneiros está mantida, mas não deve ter alcance de 2018

Parte das associações de caminhoneiros confirmou paralisação por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (1º/2), mas especialistas em risco e logística não esperam uma greve nas mesmas proporções que a ocorrida em 2018, que teve alcance nacional.

Presidente de entidade confirma greve de caminhoneiros, mas estudo aponta alcance menor do que da paralisação de 2018
Reprodução

Por um lado, o presidente do Conselho Nacional dos Transportadores Rodoviários, Plinio Dias (CNTRC), declarou neste domingo (31/1) ao Estadão que a greve está mantida e terá duração "indeterminada", com abrangência de 22 estados. Segundo ele, a isenção do PIS/Cofins sobre o diesel cogitada pelo governo não seria suficiente para arrefecer o movimento.

No entanto, um relatório da CCI Gerenciamento de Riscos em Logística Empresarial conclui que a tendência é que ocorram paralisações pontuais. O CNTRC é só uma entre dez associações da categoria; do total, quatro confirmaram apoio à greve, e seis se posicionaram de forma contrária.

O relatório aponta ainda indícios de politização da greve, uma vez que uma das entidades representativas dos caminhoneiros é filiada à CUT. No entanto, não foi identificada nenhuma linha ideológica do movimento grevista.

Fora das associações, o estudo aponta que o principal fator que desmotivaria os caminhoneiros autônomos a se juntar em uma possível greve seria a epidemia de Covid-19 que assola o país. "Sabendo da importância do transporte para abastecer os mercados e levar as vacinas e insumos para as cidades, muitos entenderiam as consequências da greve", afirma a CCI.

Um outro levantamento, feito pela plataforma TruckPad, que reúne mais de 500 mil caminhoneiros, aponta que 73% dos profissionais pretendem aderir ao movimento grevista se houver paralisação, o que é um indício mais concreto sobre possibilidade de adesão dos autônomos.

A pesquisa foi divulgada pelo portal especializado em finanças e negócios Infomoney na última quinta-feira (28/1) e ouviu 3.000 motoristas, com 300 respostas validadas. Segundo o levantamento, 85,96% dos caminhoneiros ouviram falar a respeito da paralisação.

Ao Infomoney, o presidente da TruckPad também disse acreditar que a probabilidade de haver paralisação de fato, com alcance nacional, é "muito baixa".

Clique aqui para ler o relatório da CCI




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Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2021, 16h32

Comentários de leitores

3 comentários

Greve é um direito, desde que permita o direito de ir e vir

Ezac (Médico)

Greve que tira direito de trafego de outro é ilegal. Paragrafo 5 artigo 16 da constituição. Greve de caminhoneiro é só não carregar caminhão. Trancar estrada é ilegal. Pode matar pessoas por não poderem se locomover.

Greve

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

"Greve é a cessação coletiva e voluntária do trabalho realizado por trabalhadores com o propósito de obter direitos ou benefícios, como aumento de salário, melhoria de condições de trabalho ou direitos trabalhistas, ou para evitar a perda de benefícios. Por extensão, pode referir-se à cessação coletiva e voluntária de quaisquer atividades, remuneradas ou não, para protestar contra algo (de conformidade com a "Consolidação das Leis do Trabalho) (Fonte Wikipédia).

Trabalhador autônomo, conforme a advogada, Doutora Marina, não faz greve, mas movimento de paralisação.

Greve e a cessaçao

Honra sempre (Oficial do Exército)

À tá. E a greve política de sindicatos de caminhoneiros? Como especificar isso em? Vamos deixar de demagogias.

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