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Sem prioridades

MP questiona hospital da USP por desobediência a critérios de vacinação

O Ministério Público paulista pediu que a Secretaria estadual da Saúde se manifeste sobre a acusação de que o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo não estaria obedecendo aos critérios de prioridade estabelecidos pelo governo João Doria (PSDB) e vacinando profissionais que não estão na linha de frente do combate ao coronavírus. 

HC da USP não estariam respeitando critérios de vacinação
   Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A acusação foi feita por profissionais de saúde. Pelo menos 196 estudantes de um curso de pós-graduação da USP, por exemplo, foram convocados para a vacinação, embora não trabalhem diariamente no HC nem tenham contato direto com pacientes. 

"O Hospital das Clínicas, não obstante sua importância e o grau de excelência de seus profissionais, é apenas mais uma da extensa rede de saúde paulista, devendo se sujeitar a todas as regras e critérios definidos para a vacinação no estado de São Paulo, sem privilégios ou discrepâncias em relação aos parâmetros estabelecidos aos demais", afirmou no ofício a promotora Dora Martin Strilicherk. 

Em nota, o HC disse que vacinou 60% dos funcionários, que irá devolver 4,6 mil doses da Coronavac e que irá apurar casos que eventualmente estejam fora dos procedimentos de vacinação. 

Na quinta-feira (21/1), circularam informações dando conta de que além dos estudantes, profissionais de áreas administrativas ou que estão trabalhando em home office também receberam a vacina. 

Ao mesmo tempo, profissionais de outros hospitais públicos e de unidades básicas de saúde do estado, como Upas e UBSs, não receberam o imunizante. 




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Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2021, 16h16

Comentários de leitores

1 comentário

Entender o brasil

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Trabalhadores da saúde, idosos com mais de 75 anos ou a partir de 60 que vivam em asilos e a população indígena devem ser os primeiros da fila para tomar a vacina contra a Covid-19 no Brasil.
O Ministério da Saúde prevê que a campanha vai atingir pouco mais da metade da população brasileira, cerca de 109,5 milhões de pessoas, em duas doses. A previsão é que a vacinação comece ainda no primeiro trimestre do ano que vem, ou seja, até o mês de março.
De acordo com o planejamento prévio divulgado nesta terça-feira, o plano de vacina nacional contra a Covid será dividido em 4 etapas.
Em uma segunda fase será a vez de idosos de 60 a 74 anos se imunizarem. Na terceira etapa serão vacinadas pessoas com doenças crônicas como pressão alta, diabetes e com doenças no coração.
Na última fase da imunização entram trabalhadores da área da segurança, como policiais e funcionários do sistema prisional, e também os detentos.
Bebês e crianças saudáveis não foram incluídos no calendário. Jovens e adultos até 59 anos que não tenham nenhuma doença também ficaram de fora do planejamento inicial. (https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2020-12/grupos-prioritarios-para-receber-vacina-contra-covid-19-sao-definidos).
Existem vacinas. Mas, não são suficientes para todos.
Estamos em um país chamado Brasil.
Os gestores públicos fazem juízo de valor.
Entre aquela linda estudante de medicina com corpo escultural e olhos verdes, que faz pós - graduação e uma senhora afro-brasileira, em idade avançada, ficamos com a...estudante. Ela poderá ser, no futuro, uma ganhadora do Prêmio Nobel. E além disso, aquele corpo escultural, rosto de modelo...
A lei, ora a lei...ela que se dane.
Farinha pouca, meu pirão primeiro - música de Bezerra da Silva.

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