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breves momentos

Empregada que tirou máscara no trabalho não deve ser dispensada, diz TJ-MG

Por entender que a dispensa por justa causa foi desarrazoada e desproporcional, a 11ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª
Região manteve sentença que reverteu a justa causa de uma funcionária de telemarketing dispensada por tirar a máscara dentro da empresa.

Funcionária tirou máscara no trabalho e foi demitida por justa causa Pikist

O ato é passível de punição conforme a legislação municipal, que estabelece uso obrigatório de máscara em qualquer local para conter a disseminação de Covid-19. Mas o entendimento que prevaleceu no tribunal foi o de que deveria ser feito um exame circunstancial da falta cometida, sem deixar de levar em conta a conduta geral da empregada durante todo o tempo de contrato.

Vídeos mostravam que a negligência ocorreu apenas por breves momentos e que a autora permaneceu sentada em seu posto de atendimento com a cabeça abaixada e apoiada sobre os braços, sem desrespeitar o distanciamento social mínimo ou entrar em contato com outras pessoas. Destacou-se que a empresa poderia ter aplicado outras medidas punitivas para reprimir a conduta irregular, como advertência ou suspensão.

Ficou vencido o entendimento do relator do processo, desembargador Marcos Penido de Oliveira. Ele votou pela reforma da sentença por considerar que a trabalhadora agiu de forma insubordinada e colocou em risco a segurança dela mesma e dos outros funcionários.

Clique aqui para ler a decisão
0010517-02.2020.5.03.0181




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Revista Consultor Jurídico, 20 de janeiro de 2021, 7h49

Comentários de leitores

1 comentário

consta um erro na materia

jose roberto l. de assumpcao junior (Advogado Sócio de Escritório - Trabalhista)

Ola
Não seria TJ MG mas TRT MG
Grato

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