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Risco de fuga

Após negar extradição para os EUA, Justiça britânica mantém prisão de Assange

Após negar o pedido de extradição de Julian Assange, do WikiLeaks, para os Estados Unidos, a Justiça britânica rejeitou, nesta quarta-feira (6/1), pedido de liberdade do ativista.

Juíza britânica disse que, solto, Julian Assange poderia fugir
Reprodução

De acordo com a juíza Vanessa Baraitse, "há motivos substanciais" para acreditar que, pela conduta anterior de Assange, ele fugiria novamente se fosse libertado.

Ao negar o pedido de extradição, Vanessa Baraitse concordou com o argumento da defesa de que, "diante das condições de isolamento quase total", os procedimentos de extradição apresentados pelas autoridades norte-americanas "não impedirão o sr. Assange de encontrar uma maneira de cometer suicídio".

A Justiça americana quer processar Assange por espionagem. O representante do governo dos EUA já se pronunciou, confirmando que vai apresentar recurso contra a decisão. A defesa de Assange, por sua vez, também informou que vai entrar com recurso, mas pedindo liberdade condicional sob pagamento de fiança.

Os recursos devem prolongar ainda mais a saga judicial em que Assange está envolvido desde 2010, quando seu site WikiLeaks publicou centenas de milhares de documentos militares e diplomáticos confidenciais do governo dos EUA.

Após permanecer refugiado na embaixada do Equador por sete anos, Assange foi detido em abril de 2019, e desde então é mantido em uma penitenciária de segurança máxima de Londres.

Durante o pronunciamento do veredito, manifestantes se reuniram em frente ao prédio da Justiça de Londres para apoiar o australiano.




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Revista Consultor Jurídico, 6 de janeiro de 2021, 15h57

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