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Promotoria não oferece denúncia contra policial que atirou em homem negro

Com a alegação de que se tratou de um caso de legítima defesa, Michael Graveley, promotor distrital do condado de Kenosha, no estado americano de Wisconsin, anunciou nesta terça-feira (5/1) que não vai oferecer denúncia contra Rusten Sheskey, policial branco que em agosto do ano passado atirou pelas costas em Jacob Blake, um homem negro de 29 anos.

Jacob Blake ficou paralisado da cintura
para baixo depois de ter sido baleado
Reprodução

Como consequência dos quatro tiros que levou de Sheskey, Blake ficou paralisado da cintura para baixo. O episódio provocou grandes protestos da população negra em várias cidades dos Estados Unidos.

Um vídeo gravado por meio de um telefone celular registrou o ataque do policial a Blake no momento em que este entrava em seu carro. Foram disparados sete tiros, dos quais quatro atingiram a vítima. Autoridades locais afirmaram que havia uma faca no veículo de Blake, o que sustentou a tese de legítima defesa acolhida pelo promotor.

Por outro lado, Ben Crump, advogado de Blake, afirmou que ele estava tentando interromper uma briga entre duas mulheres no momento em que foi baleado, o que ocorreu na frente de seus três filhos, crianças com idades entre três e oito anos.

Em um dos protestos ocorridos em Kenosha após o incidente, o jovem branco Kyle Rittenhouse matou duas pessoas e feriu outra com tiros de rifle. Acusado de homicídio em primeiro grau, ele declarou inocência nesta terça, enquanto seus advogados também lançaram mão da tese de legítima defesa. Ele chegou a ser preso em novembro, mas foi solto após pagar uma fiança de valor equivalente a R$ 10,8 milhões.




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Revista Consultor Jurídico, 5 de janeiro de 2021, 21h39

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