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Tragédia familiar

Juiz aceita denúncia contra ex-marido por assassinato de juíza no Rio de Janeiro

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Além de adequado o ajustamento típico dado pelo Ministério Público, à conduta desenvolvida em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher é ancorada em prova de materialidade e indícios de autoria delitiva, consubstanciados em documentos, perícias, depoimentos e declarações.

Com base nesse entendimento, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Criminal da comarca do Rio de Janeiro, aceitou denúncia do Ministério Público contra Paulo José Arronenzi pelo assassinato de sua ex-esposa, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi.

Paulo José Arronenzi foi denunciado por assassinato com cinco agravantes
Reprodução

Na decisão, o magistrado também confirmou a conversão da prisão em flagrante em preventiva por conta do "perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado".

O assassinato de Viviane foi à luz do dia em uma movimentada avenida da Barra da Tijuca, bairro da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Câmeras de segurança instaladas nas proximidades filmaram o crime — na gravação, é possível ouvir os gritos das filhas do casal.

De acordo com o MP, a juíza foi "atacada de surpresa quando descia do carro enquanto levava as filhas ao encontro do denunciado" e o crime foi planejado em razão dos problemas financeiros do acusado, que não trabalha e dependia da ex-mulher.

Paulo foi detido por guardas municipais que estavam no local e não ofereceu resistência, tendo sido encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca. Em 2007, uma ex-namorada do engenheiro registrou um boletim de ocorrência contra ele queixando-se de importunação após o fim do relacionamento.

Clique aqui para ler a decisão
0305362-04.2020.8.19.0001




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 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de janeiro de 2021, 17h36

Comentários de leitores

1 comentário

Todo gigolô é perigoso

Juiz de Direito Luiz Guilherme Marques (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

A informação aqui passada serve de alerta para mulheres que casam ou aceitam se relacionar com gigolôs, sendo que esses cidadãos, quando contrariados, se tornam chantagistas ou violentos. Como juiz de Vara de Família, vejo alguns casos desse tipo e não conheço nenhum caso que tenha dado certo. Não quero jogar a culpa da morte da colega nas costas dela, mas é certo que deveria ter escolhido melhor seu companheiro, pois um homem que não tem a dignidade de prover o próprio sustento pelo trabalho é aquele a quem se aplica o ditado: "cabeça vazia é oficina do demônio". Um homem desses tem vários defeitos, sendo que todos se agravam pela ociosidade. Que sirva de alerta para quem "se mistura a porcos". Uma mulher inteligente, que trabalha, sustentar um malandro, como é esse, infelizmente, perdeu a vida talvez porque não tenha lhe dado algum benefício financeiro que ele tivesse exigido. Em resumo, tem de ser "lé com lé, cré com cré", ou seja, quem trabalha e é pessoa honrada não deve se misturar com ociosos e de mau caráter. Rezemos por nossa colega e que se faça justiça ao malandro.

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