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Amigo de Moro

Fachin pauta julgamento da suspeição de desembargadores do TRF-4 contra Lula

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Fachin pautou julgamento sobre suspeição dos desembargadores do TRF-4 em casos envolvendo Lula para próxima sexta (5/3)
Rosinei Coutinho/STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, pautou para o Plenário virtural de 5 a 12 de março o julgamento de dois recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula, que alegam suspeição dos desembargadores João Pedro Gebran Neto e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Os desembargadores do TRF-4 condenaram o ex-presidente Lula a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex do Guarujá e 17 anos e um mês no processo relacionado ao sítio de Atibaia (SP).

No agravo regimental contra a decisão do ministro Jorge Mussi, do STJ, os advogados do ex-presidente apontam declarações públicas de apreço ao então juiz Sergio Moro do desembargador Thompson Flores e afirmam que ele fez "imensurável esforço para obstar o cumprimento do alvará de soltura expedido, em favor do Lula por desembargador de igual hierarquia na estrutura do TRF-4".

Os advogados de Lula afirmam que, na ocasião, o magistrado aconselhou Moro a descumprir a decisão do desembargador plantonista Rogério Fravetto e que ele teria telefonado para o diretor-geral da Polícia Federal para determinar o não cumprimento da ordem de soltura.

A defesa lembra que o HC que pedia a soltura do ex-presidente foi enviado ao desembargador Gebran Neto ainda sob o regime de plantão para impedir o cumprimento da decisão de Fravetto. Os advogados também apontam amizade íntima entre Moro e o desembargador, o que caracterizaria a suspeição nos processos, uma vez que Moro é parte nos recursos de Lula no TRF-4.

"Objetivamente, em relação à aparência e percepção da situação, o cenário apresentado, de clara amizade entre os profissionais, já possibilita se suscitar a hipótese de suspeição, o que enfraquece uma das balizas essenciais da imparcialidade", apontou Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente.

O julgamento dos recursos acontecerá e acontece em meio as revelações de diálogos entre procuradores da autoproclamada operação "lava jato" com o então juiz Sergio Moro que apontam que o ex-magistrado orientava a acusação nos processos contra o ex-presidente.

Clique aqui para ler o pedido de suspeição de Gebran Neto
Clique aqui para ler o pedido de suspeição de Thompson Flores
HC 178.040/PR




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 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 27 de fevereiro de 2021, 11h43

Comentários de leitores

9 comentários

STF aparelhado!!!

Anderson SM (Administrador)

Que tal o STF colocar sob suspeição os Ministros, seus pares, que vive soltando acusados de corrupção com provas contundentes do cometimento de tais crimes ???

Brasil terra dos bananas

Honra sempre (Oficial do Exército)

Kkk,csolta logo o lula e restituam a sua elegibilidade, deixa o lula voltar ao poder, só assim o STF vai assumir de vez o comando do brasil. Os 11 ministros tem dossiês de todos os políticos corruptos do Brasil. Essa e a republiqueta de bananas. Brasil abaixo de tudo e Deus que nos socorra.

Suspeição

Pragmático (Praça do Exército)

Se formos analisar a suspeições devido as amizades, temos o advogado do PT que virou ministro do STF e julgou fatos relacionados ao PT, temos o Jacob Barata cujo a filha um ministro é padrinho, José Dirceu foi chefe de um ministro do STF, em pleno processo da lava jato, Fora da agenda, Dilma tem encontro reservado com Lewandowski em Portugal. Temos o amigo do amigo do meu pai e assim vai.

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