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Alvos de curitiba

Seção criminal do STJ manifesta apoio a ministros que o MPF tentou emparedar

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No início da sessão de julgamento desta quarta-feira (24/2), ministros da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça manifestaram solidariedade aos colegas que, segundo mensagens trocadas entre procuradores, foram alvo de tentativas de intimidação por parte da equipe da "lava jato".

Ribeiro Dantas foi alvo de dossiê que Moro entregou aos procuradores de Curitiba
Emerson Leal

A ConJur mostrou como os procuradores da República de Curitiba tinham um esquema clandestino com a Receita Federal para quebrar o sigilo de seus alvos, inclusive de ministros do STJ. Embora não mencionem diretamente quais, os diálogos mostram desconfiança do grupo com relação ao ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

Esta revista eletrônica também noticiou que o então juiz federal Sergio Moro preparou e enviou aos procuradores um dossiê contra o ministro Ribeiro Dantas, que era relator dos casos oriundos da "lava jato" na 5ª Turma. Dantas foi um alvo constante do grupo de Curitiba, até deixar a relatoria, substituído pelo decano, ministro Felix Fischer.

Motivado por essas conversas que, "pelo que parece, foram periciadas e são autênticas", o ministro Sebastião Reis Júnior pediu a palavra para externar solidariedade aos colegas. Afirmou o orgulho de ter ambos os ministros atacados como colegas e destacou: "sua integridade foi posta indevidamente sob suspeita".

Presidente da 3ª Seção, o ministro Nefi Cordeiro concordou. Destacou a função do Ministério Público e da magistratura no processo penal e avisou: "nenhuma dessas funções combina, orienta, simula justiça vingativa".

Reynaldo Soares estava entre os alvos do grupo lavajatista de Curitiba
Emerson Leal

Ribeiro Dantas e Reynaldo Soares da Fonseca agradeceram. Apontaram que não se comenta sobre investigações, veracidade ou validade jurídica desses fatos. "Mas, do ponto de vista moral, me sinto de alguma maneira bastante aliviado", disse Dantas. "Realmente sofri e muito, por um bom tempo, uma série de injustiças", acrescentou.

O ministro Reynaldo disse que não leu os diálogos, mas soube pelas reportagens publicadas pela ConJur. "Se é que pretenderam me envolver, insinuar algo de tal natureza, não precisam, de forma alguma: meu sigilo bancário e fiscal, o da minha esposa, dos meus três filhos e da minha nora estão à disposição do senhor procurador-Geral da República que atua junto ao Supremo Tribunal Federal", afirmou.

A suposta tentativa de intimidação e investigação ilegal de ministros motivou abertura de inquérito, a pedido do presidente do STJ, ministro Humberto Martins.




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 24 de fevereiro de 2021, 14h52

Comentários de leitores

8 comentários

Afonso de Souza (Outros)

JCCM (Outros)

O senhor não desiste de suas sandices!

Incrível.

Respondendo

Afonso de Souza (Outros)

Não desisto de colocar aqui a verdade, isso sim. Ao contrário de você, que só vem aqui para defender o indefensável.

Intocáveis!

André Soler (Procurador do Município)

Esperem esses Deuses alcançarem seus 80 anos que talvez tenham que deixar tocarem até na bunda para que se mantenham limpos.

Como citou o colega, 'a lei que não protege meu inimigo, não me protege'. Essa ficção tem que acabar.

Como!

JCCM (Outros)

E porque que em algum momento os procuradores e o juiz midiático foram galgados ao elevado status de DEUSES...

O processo legal e o direito posto estão aí exatamente para que ninguém possa agir ao arrepio da lei, se achando serem elevados a todos nós mortais humanos.

Simples assim

Ao JCCM (Outros)

Afonso de Souza (Outros)

O corrupto foi condenado por Moro com abundância de provas e devida fundamentação. Essa condenação foi confirmada, e por unanimidade, nas instâncias superiores.
Simples assim.

Pau que bate em Chico

AP Advocacia (Advogado Autônomo - Criminal)

Estão vendo Srs. magistrados e ministros. V. Exas. passaram tanto pano para os desmandos do Moro, Deltan e cia que permitiram a criação de monstros, monstros estes que estavam indo até atrás dos Srs. que se reputam intocáveis. Como disse Rui Barbosa não há salvação fora da lei. Há um ditado: a lei que não protege meu inimigo não me protege. Apliquem a lei, respeitem a Constituição e não façam vistas grossas a desmandos ou a arguição de suspeição que lhe são apresentados. V. Exas. também podem ser vítimas das omissões que não reconhecem.

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Os monstros, os verdadeiros monstros, são os corruptos que saquearam o País em bilhões de reais.

Corrupção também mata!

Viva Moro! Viva a Lava Jato!

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