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Papo com Dallagnol

Auditor que falou sobre interferir nas eleições do TCU será investigado

O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, ordenou a abertura de processo administrativo para apurar a conduta do auditor de controle externo Nivaldo Dias Filho, que supostamente atuou para interferir na eleição para presidência da Corte.

ReproduçãoBruno Dantas ordenou investigação de auditor parceiro de Deltan Dallagnol

A instauração do PAD se deu após a revelação de mensagens entre o auditor e o procurador Deltan Dallagnol pelo portal Migalhas na última quarta-feira (17/2).

Dantas destacou o seguinte trecho dos diálogos:

TCU Auditor Nivaldo 28/11/2015 – 14:50:28 Deltan, desculpe te incomodar no fim de semana. Quarta será a reeleição do Aroldo Cedraz. Precisamos de algum fato contundente sobre ele que possa convencer os ministros a não reelege-lo. O Sergio Bruno não teve tempo de mexer no processo e tomar conhecimento dos fatos. O Wilton vai tentar ajudar vendo as evidências nesse fim de semana. Você vê alguma luz?)

No despacho, o ministro afirma que diante dos fatos noticiados a conduta do servidor deveria ser objeto de investigação pela Corregedoria do TCU para verificar eventual desvio funcional. "Inicialmente, entendo que a apuração deva começar por meio do levantamento de informações no âmbito do próprio Tribunal, sem prejuízo de que, se necessário, seja solicitado ao STF o compartilhamento de eventuais provas pertinentes ao caso", diz trecho do documento.

O ministro também aponta a necessidade de verificar todas as ligações telefônicas originadas de todos ramais da unidade de lotação do referido auditor para a cidade de Curitiba (PR), no período de 15/5/2015 a 31/12/2015, bem como de eventual telefone celular profissional a ele disponibilizado.

"Devem ser verificados todos os e-mails que possam ter ligação com o Procurador da República Deltan Dallagnol e com os Promotores de Justiça Sérgio Bruno Cabral Fernandes e Wilton Queiroz de Lima", afirma o ministro no documento em que também alerta os responsáveis pelo departamento de informática do TCU para urgência do caso.

Clique aqui para ler o despacho




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Revista Consultor Jurídico, 22 de fevereiro de 2021, 14h35

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