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"Ditadura nunca mais!", diz Gilmar após Villas Bôas comentar declaração de Fachin

"Ditadura nunca mais!", escreveu Gilmar nesta terça-feira 
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Após o general Eduardo Villas Bôas ironizar a reação do ministro Edson Fachin a uma manifestação do general para pressionar o Supremo, o ministro Gilmar Mendes rebateu o militar. "A harmonia institucional e o respeito à separação dos poderes são valores fundamentais da nossa república. Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!", escreveu Gilmar.

Em 3 de abril de 2018, véspera do julgamento do Habeas Corpus do ex-presidente Lula, o então comandante das Forças Armadas publicou em sua conta no Twitter: "Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?"

Depois, em entrevista à Folha de S.Paulo, disque pretendia "intervir" caso o STF concedesse o HC. "Temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo. É melhor prevenir do que remediar", disse.

Segundo Villas Bôas, o texto publicado no Twitter foi elaborado com participação do alto comando das Forças Armadas. A revelação está no livro "General Villas Bôas: conversa com o comandante", recém-lançado pela Editora FGV, a partir de depoimentos concedidos pelo general ao longo de cinco dias entre agosto e setembro de 2019.

Após a revelação, Fachin reagiu, classificando nesta segunda-feira (15/2) como "intolerável e inaceitável" a tentativa de pressão sobre o poder Judiciário. Nesta terça-feira, o general voltou à carga. Em resposta a uma notícia do jornal O Globo sobre a reação de Fachin, Villas Bôas escreveu: "Três anos depois".




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Revista Consultor Jurídico, 16 de fevereiro de 2021, 21h07

Comentários de leitores

9 comentários

Dever de isenção

Monteiro_ (Advogado Autônomo - Civil)

A postura do CONSULTOR JURÍDICO não condiz com o seleto público ao qual se destina, mais parecendo um folhetim de doutrinação, tão escancarada é a linha política editorial adotada. Chegamos ao ponto de receber lições morais e cívicas de cada biografia!...

Os milicos estã botando as manguinhas de fora

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

A extrema direita galgou o poder no Brasil mediante fraude eleitoral engendrada em 2018, em que forjou-se um ataque a facada do candidato vencedor. Além disso, teve a colaboração do dono do partido concorrente, que conseguiu alijar da disputa o candidato mais forte, ungindo um político que não conseguira se reeleger prefeito de São Paulo. Um jogo de cartas marcadas.
Assim, os atuais ocupantes do Quartel do Planalto sabem que não terão chances numa nova eleição, pois governam como se fossem uma tropa militar de ocupação, contra o País e contra o povo brasileiro.
Como já fizeram durante a infame ditadura militar, em que governaram usando o terror do Estado, praticando toda sorte de crimes e ataques contra a população, para se manterem no poder, agora desenvolvem políticas semelhantes, com os mesmos propósitos, contando com o apoio de instituições e partidos aparelhados.
Usa-se a tática de constantes atos de provocação, com o intuito de criar uma brecha que justifique a intervenção militar, regra essa cumprida à risca desde o primeiro dia da instalação desse governicho, que age sem encontrar qualquer resistência ou barreira. Ou seja, semeia-se a desinformação e o caos, a ponto de o presidente-tóxico dizer alto e bom som que “é muito fácil dar golpe de Estado no Brasil”.
Se é tão fácil, o que o impedirá de coloca-lo em prática, se já estão armados até os dentes e infiltrados em todo o aparelho do Estado?
Sem acolhida internacional, para se manter no poder, pois essas figuras malignas são conhecidas e rejeitadas pelo mundo afora, vê-se uma conta que não fecha.
A seu único trunfo é a pouca resistência criada pelas “fake news”. Espera-se que o povo brasileiro esteja atento, consciente e pronto para debelar esse bolsão totalitário, quando a hora chegar.

Supremo ditadura

Antônio Carlos dos Santos Pinto (Administrador)

Interessante, tantos processos pra eles julgarem! Julgam primeiro os de interesse pessoal.

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