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Atenção dividida

Desembargadora atende a telefonema durante sustentação oral de HC

Postura de desembargadora durante sustentação oral irritou advogados
123RF

Durante sessão virtual da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. na última quarta-feira (23/9), a relatora de um pedido de Habeas Corpus, desembargadora Elisabeth Lordes, chamou atenção ao atender o telefone durante a sustentação oral.

Após pouco mais de uma hora de sessão, a magistrada passa a conversar ao telefone enquanto a advogada Lívia Borchardt Gonçalves faz a defesa de seu cliente. Na sustentação, ela argumenta que seu cliente era réu primário e que juntou aos autos o contrato de aluguel para comprovar seu endereço.

A desembargadora posteriormente pediu desculpas e disse que a ligação era muito importante. O HC foi negado. O caso provocou irritação de advogados nas redes sociais. Veja:




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Revista Consultor Jurídico, 25 de setembro de 2020, 19h53

Comentários de leitores

6 comentários

Desembargadora atende a telefonema durante sustentação oral

José Carlos Silva (Advogado Autônomo)

Até nos julgamentos no STF se vê isso. O advogado fazendo a sustentação oral, e os Ministros fazendo outras coisas, ao invés de estarem acompanhando a sustentação. Considero uma falta de respeito com quem se propôs a defender sua tese pessoalmente.

Falta de respeito

Fran Jose365 (Advogado Autônomo - Civil)

Falta de respeito tremendo

Faz de contas.

Edgar Calixto (Advogado Autônomo - Criminal)

Esta estava muito "atenta" aos argumentos da defesa . SQN. Muitos colegas advogados reclamam de longa data que durante sustentações orais muitos desembargadores e ministros não prestam atenção ao que a defesa diz, pois o voto já está pronto e não irá mudá-lo. Isso é triste porque o julgamento vira um teatro de "faz de contas" uma fábula. Muito raramente um ou outro que presta atenção aos argumentos oralizados pela defesa pede vista dos autos para melhor análise.

Representação no CNJ

HERMAN (Outros)

Tem de responder administrativamente no CNJ e CORREGEDORIA do TJ. Mais importante, naquele momento, é a discrição da liberdade de um réu preso. Inexiste justificativa plausível.

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