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Ruim de conta

Bretas ordenou bloqueio de R$ 1 bilhão por suposto desvio de R$ 151 milhões

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Comentários de leitores

15 comentários

Comentário 2

Afonso de Souza (Outros)

Interessante, e explicável, o ódio que certas pessoas têm dos juízes e procuradores da Lava Jato. Por que será, hein?

Lawfare

Ariosvaldo Costa Homem (Defensor Público Federal)

Ninguém está acima da lei. Nem mesmo e, principalmente, os que atuavam na Lava-jato. Quem fiscalizou o fiscal? Será porque não investigaram como tinha que ser investigado o Procurador Regional da República Januário Paludo-jato, que foi delatado sobre propinas na lava-jato pelo doleiro MESSER? Será que é por causa do LAWFARE? Será que foi porque o juiz da lava-jato que recebeu de presente um Ministério não quis ouvir Tecla Duran como testemunha? Será porque quem soltou delação requentada dias antes das eleições recebeu cargo de Ministro da Justiça de presente, se exonerando do cargo de Juiz, do sujeito que ajudou a eleger. Realmente é uma incógnita.

Respondendo

Afonso de Souza (Outros)

Ariosvaldo, você sabe perfeitamente que se trata de ódio à Operação, e não de "estar acima da lei". Você só tem ilações; os condenados têm condenações confirmadas nas instâncias superiores.

Há limites.

Nelma Alves (Funcionário público)

Prezado: o comentário do i. Defensor foi baseado em argumentos absolutamente técnicos assim como a matéria aqui publicada. Seu incômodo talvez esteja mais ligado à estreita proximidade do juiz com atual governo - que não admite ser questionado - com o qual provavelmente o sr. também se identifica.
Todavia a nobre função judicante não pode ser influenciada por alinhamentos políticos ao ponto de extrapolar os limites impostos pela lei e pela Constituição Federal sob pena de subverter todo o sistema jurídico. E é disso que se trata.

Prezados Nelma e Ariosvaldo

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Chegamos num tal ponto nesse nosso "Estado Democrático de Direito", onde a corrupção já capturou mais da metade dos membros das instituições nos Três Poderes, que a outra metade age em legítima defesa. Daí, atuar rigorosamente como os nobres comentaristas propõem, é mais ou menos a aplicação do princípio cristão "se fores agredido no rosto, dai a outra face".

Decisão teratológica.

Ariosvaldo Costa Homem (Defensor Público Federal)

Para um juiz que recebia auxílio moradia em dobro esta decisão teratológica não é nada. Sou de opinião de que a OAB deveria indeferir pedidos de inscrição em seus quadros, para ser Advogado, a todos os agentes públicos da área jurídica que desrespeitaram prerrogativas dos Advogados, quando se aposentassem ou deixassem o cargo. (D.P.F aposentado).

Taxas elevadas

Euclides de Oliveira Pinto Neto (Outros - Tributária)

O MD Julgador já deve estar corrigindo o valor do Real... É da "tchurma" da república de cu-ritiba, sede da FARSA JATO...

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Essa (vergonhosa) campanha contra o juiz (Bretas, tal como Moro) não apaga o que foi cometido pelos criminosos.

Sou a favor do dano moral coletivo em corrupção

Carlos Alvares (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Diversamente do entendimento do STF (na verdade, salvo engano, apenas do Toffoli), sou a favor de arbitrar, por ocasião da sentença de corrupção, o dano moral coletivo. Afinal, quem pratica corrupção e desvio de verba pública, causa danos a centenas de milhares de pessoas que, em decorrência dos atos ilícitos, deixarão de ter, por ex., o devido atendimento à saúde, nos postos públicos.

Na verdade, qdo as verbas não chegam nas áreas da saúde, por motivo de corrupção e desvio de verbas públicas, a meu ver, ocorre um homicídio culposo em massa.

Não é possível pela via eleita

Bruno V. M. Belentani (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

A sentença penal condenatória constitui título executivo, inclusive para fins cíveis. Ao meu ver, para se quantificar eventuais danos morais coletivos, é importante que primeiro se termine o processo penal que trata da conduta delitiva. Uma vez reconhecida, após o devido processo legal, cabe ao detentor do título ingressar com o procedimento adequado para a quantificação dos danos, sob o qual deverá haver novamente o cotejo ao contraditório, de modo a não se violar nenhum dispositivo constitucional.

Espancaram a matemática

Edson Ronque III (Advogado Autônomo)

Eu queria saber qual foi o momento que o Bretas pensou "olha, 151 milhões de reais não é o suficiente pra bloquear, não vai gerar a publicidade necessária... A gente precisa fazer chegar no Bilhão!"

Conta de chegar

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Antigamente, usava-se a expressão "conta de chegar" para arbitrar quantias em função de muitas variáveis de ordem prática. A Matemática "pura" não responde satisfatoriamente às questões práticas.

mas tem limite, né

Edson Ronque III (Advogado Autônomo)

eu já fiz muita dessa "conta de chegar", mas essa conta dele "chegou" longe demais... e uma coisa é a gente, advogado, fazer essa conta de chegar já baseando que o juiz vai diminuir, que isso vai pra uma tentativa de acordo, pra chegar num meio termo mais alto e tal, mas o juiz fazer isso?

Será, Dr. Ronque ?

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Será que chegou longe demais ? Lembra daquele episódio, da fiança arbitrada para Eike Batista, que retirou todo o dinheiro de suas contas ...

Matemática

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

A matemática dos corruptos somente se revela com números altos.

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