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Equipe esvaziada

Chefe da greenfield anuncia desligamento de força-tarefa

O procurador da República Anselmo Lopes anunciou nesta sexta-feira (4/9) que irá deixar a força-tarefa da operação greenfield, grupo que coordenava. Sob a designação, são investigados supostos desvios de fundos de pensão, bancos públicos e estatais.

PGR decidiu que só Lopes teria dedicação exclusiva à greenfield
PGR

A decisão veio após a Procuradoria-Geral da República prorrogar o grupo de trabalho até o fim de 2020, mas com apenas Lopes com dedicação exclusiva.

“Por maior que seja o espírito público e a vontade de lutar pela Justiça, permanecer como único membro de dedicação exclusiva à força-tarefa pareceu-me inaceitável”, disse Lopes em carta de despedida enviada aos colegas.

É a terceira baixa em forças-tarefa do MPF nesta semana. Na terça (1º/9), Deltan Dallagnol, coordenador da "lava jato" no Paraná, anunciou que está se desligando da investigação, que integrou por seis anos (desde o início dos trabalhos). O motivo de desligamento se refere a questões de saúde na família do procurador. 

Nesta quarta (3/9), sete procuradores que integram a autodenominada força-tarefa da "lava jato" em São Paulo solicitaram o desligamento dos trabalhos no caso até o final deste mês. A debandada veio após o Conselho Nacional do Ministério Público mandar a Procuradoria da República de São Paulo cessar a distribuição viciada de processos relacionados à operação.

Também por indícios de vícios, o CNMP concedeu, nesta quarta (2/9), liminar para proibir a força-tarefa da "lava jato" da PGR que trabalha no Superior Tribunal de Justiça de atuar na distribuição de processos da operação sem o crivo da procuradora natural do caso, Áurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre.




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Revista Consultor Jurídico, 4 de setembro de 2020, 17h11

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