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Comentários de leitores

8 comentários

Para encadernação

JCCM (Outros)

Muito gratificante a leitura de seu majestoso texto...

Em quase três décadas de extenuante entrega ao meu mister, na humilde função de delegado de polícia, por vezes me deparei com verdadeiros promotores de acusação, arrogantes, se postando como semideuses, ao que me dava alguma segurança saber que eventuais implicâncias seriam resolvidas à contento diante de um julgador imparcial e ponderado.

Então surgiram e ganharam força popular, incensados pela mídia sensacionalista ao papel de super heróis, um juiz e um procurador que mais tarde foram desnudados pelo site The Intecept, desvelando o quão distantes ficaram de cumprirem suas funções, vilipendiando as leis, a ética, acintosamente elegendo os fins como justificativa para os meios. E o pior, para todos os horrores, meios destinados não à justiça e sim, às promoções individuais. Projeções políticas.

Como cidadão, na função limítrofe de policial, sempre às voltas com o insensato crime, senti tremendo receio de agora estar lançado a sorte, assim como todos os demais cidadãos deste País, onde garantias fundamentais foram atiradas ao lixo, sem a menor cerimônia. A dupla de paladinos insistiu para o fim do Habeas Corpus, do instituto da prescrição (que acabou salvando vergonhosamente a pele de um deles).

O artigo de Vossa Excelência nos dá, a nós simples mortais, um sopro de esperança de voltarmos a trilhar caminhos preestabelecidos na Carta Magna, onde o regular processo dentro do Estado de Direito nos salvaguarde de arroubos de vaidade.

Permita-me render-lhe homenagens por saborosa lucidez.

O "herói" da vez

olhovivo (Outros)

Triste povinho que acredita em heróis e não na alfabetização e na educação da população. Pior é que a manada não aprende: houve um tal de procurador Luiz Francisco, depois um tal de Protógenes... e por aí vai, até que se descobre a sujeira por trás de suas atuações. O herói da vez agora é Moro, que tirou do páreo um candidato a presidente da República e depois foi ser ministro do beneficiário, além de se associar com os procuradores como se fosse acusador e não juiz. Logo, logo aparece mais um e assim vai. E a manada de ignorantes continua a acreditar. Herança do Sebastianismo, talvez.

Herói

acsgomes (Outros)

Os heróis surgem no vácuo deixado pela péssima atuação dos poderes da república em seus deveres fundamentais. Se Executivo, Legislativo e Judiciário tivessem por hábito combater e evitar a corrupção um Sergio Moro não teria surgido.

Melhor ter ficado calado

acsgomes (Outros)

Li o artigo de Sergio Moro e este no Conjur do Paulo Brondi e, na realidade o texto confuso e com passagens desconexas é o deste último, a saber:

1) Em primeiro lugar, Moro não escreveu que se espelhou em Giovanni Falcone e sim que se inspirou nele. É uma diferença abissal.

2) Em segundo lugar, Moro em nenhum momento mencionou que Giovanni Falcone teria atuado como magistrado judicante. Aliás, na coluna ele mencionou que prefaciou a publicação em português do livro Excellent Cadavers que conta a história de Falcone e colegas magistados no combate a Cosa Nostra. Logo, o tal "desconhecimento e falta de leitura" referido pelo Paulo Brondi não passa de pura bobagem conclusiva.

3) Em terceiro lugar, a coluna de Moro é sobre bons exemplos a serem seguidos. Bons exemplos se dá muito mais pelo posicionamento dos indivíduos em relação a determinados fatos e eventos e não propriamente pelo trabalho que exercem. Salta aos olhos que o exemplo do Giovanni Falcone levantado pelo Moro é o de dedicação e coragem no combate a impunidade da Máfia e a superação dos momentos difíceis. Só o Paulo Brandi não viu isso.

4) Em quarto lugar, em relação a #VazaJato, o Paulo Brandi deveria saber que mensagens selecionadas a dedo em 5 anos da Lava Jato, editadas, não pereciadas e que vieram até do futuro não devem ser confiáveis o suficiente para concluir qualquer coisa sobre a parcialidade ou não do Moro e dos procuradores de Curitiba.

5) Por último, o texto do Paulo Brandi simplesmente é construído a partir de premissas equivocadas, contendo argumentações frágeis, e conclusões piores ainda.

Quem é quem

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Quem é Paulo Brondi? "Tudo o que é preciso na vida é ignorância e confiança; depois, o sucesso está garantido" -Mark Twain

Moro está nu

Hattori Hanzo (Administrador)

Mas, convenha-se: erros desse tamanho nunca são obra de uma pessoa só. Esses tarefeiros foram engrenagens movidas por milhões e milhões de brasileiros que bem fariam se seguissem alienados, reservando suas opiniões cultas e profundas para o futebol, religião e outros campos do "conhecimento" mais acessíveis aos intelectuais que aplaudiram esses embustes. Brondi não é Mouro. Bom para o primeiro, azar para o segundo.

Quem é e quem não é

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Paulo Brondi não é Sergio Mouro!

WHO?

Joro (Advogado Autônomo)

Quem é esse Sérgio Moura?

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