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"vaza jato"

Livro conta bastidores da investigação que revelou a parcialidade da "lava jato"

Domingo, 12 de maio de 2019, quando hackers enviaram uma mensagem à ex-deputada Manoela D'Ávila (PC do B-RS) — que entrou em contrato com o The Intercept — a 9 de junho do mesmo ano passado, data da primeira reportagem que foi ao ar, montou-se uma verdadeira "operação de guerra", que levou a equipe a quase um colapso nervoso, conta o livro "Vaza Jato — Os Bastidores das Reportagens que Sacudiram o Brasil", de Letícia Duarte, escrito em parceria com o The Intercept Brasil.

Glenn Greenwald na redação do Intercept
Reprodução/Intercept

Já disponível aqui na pré-venda, o leitor encontrará na obra uma extensa reportagem da jornalista. Ela fez entrevistas com a equipe do Intercept e ouviu também outras fontes para contar os bastidores por trás da série de reportagens que abalou a credibilidade do consórcio formado a partir da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Na segunda parte do livro há uma seleção de matérias publicadas pelo Intercept durante a série que ficou conhecida como "vaza jato". Ao final, duas reportagens inéditas, editadas com exclusividade para o livro: uma sobre as relações dos procuradores com a Rede Globo, e outra sobre o dia da condução coercitiva do ex-presidente Lula.

O livro conta também que o Intercept submeteu a redação e os profissionais da casa a um rígido sistema de segurança. Buscava-se impedir que um vazamento, mesmo involuntário, desse pretexto para que o Estado policial encontrasse um pretexto para mandados de busca e apreensão que acabassem colocando tudo a perder. Assim, era preciso proteger os próprios jornalistas de uma eventual ação truculenta; assegurar a incolumidade do arquivo para que pudesse ter a devida divulgação; e garantir que uma cópia do material ficasse em local seguro, fora do país.




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Revista Consultor Jurídico, 19 de outubro de 2020, 16h43

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1 comentário

Os norte-americanos

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Os norte-americanos criaram a Operação policial e jurídica "Lava Jato".
O juiz Moro, regularmente comparecia nos USA (possivelmente, em Langley, na Virgínia).
E um americano implodiu a Operação, o Senhor Glenn Edward Greenwald.

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