Consultor Jurídico

Escolha Facultativa

Plenário do CNJ aprova proposta para varas atuarem de modo 100% digital

Retornar ao texto

Comentários de leitores

4 comentários

Aí nenhum juiz receberá mais advogado pra despachar! (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Embora quem tenha capacidade postulatória sejam os advogados, não é raro o advogado ver sua prerrogativa obstruída por um servidor que não é advogado, quando pretende despachar com o juiz e a porta do gabinete ou da Vara está trancada. O advogado, polidamente, bate à porta e é atendido por um servidor da Justiça. Este indaga:
Servidor: — O senhor quer despachar com o(a) juiz(a)?
Advogado: — Sim.
Servidor: — O senhor está com a petição aí?
Advogado: — Sim.
Servidor: — Posso ver… o senhor pode me dar a petição?
Ou seja, uma barreira quase intransponível. Toda vez que uma situação semelhante aconteceu comigo, minha reação foi a seguinte:
Advogado: — Par quê o senhor quer minha petição?
Servidor: — Para levá-la ao juiz.
Advogado: Mas é exatamente para isto que eu estou aqui. O senhor tem capacidade postulatória?
Servidor: — Não. Mas sou bacharel em Direito.
Advogado: — Então o senhor não pode falar com o juiz. Eu posso, porque eu tenho capacidade postulatória. Sou mais do que apenas um bacharel em Direito. Sou ADVOGADO. E tenho o direito, a prerrogativa de poder dirigir-me ao juiz diretamente e sem intermediários. O dia em que eu precisar de um intermediário para falar com um juiz, eu contrato um advogado.
Aí, como é de costume, o servidor, todo melindrado, vai dizer: “O senhor está me ofendendo”, como se houvesse ofensa em sublinhar a realidade que ele não quis reconhecer ou pretendeu negar, para que não a esqueça e respeite as prerrogativas do advogado.
É o fim da picada!
(continua)...

Aí nenhum juiz receberá mais advogado pra despachar! (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

2(continuação)...
Hoje, com a pandemia, conseguir falar com um juiz é mais difícil do que conseguir falar com o Papa Francisco. Este, pelo menos é indulgente, simples, temperante, tolerante, afável, já os juízes que conheço, salvo raríssimas exceções, a eles não se predicam nenhum dos adjetivos atrás referidos. E quando nos atendem, ou estão num azáfama de a dar dó, ou nos menosprezam e não prestam atenção no que falamos. E há aqueles, nos tribunais, que cochilam ou conversam com seus pares enquanto o advogado se esmera para apresentar suas razões da tribuna.
Num Tribunal (do Rio de Janeiro, mas não vou dizer qual foi) assisti, há alguns anos, uma cena patética. Um dos magistrados levantou-se de sua cadeira, no meio da seção de julgamento, enquanto um advogado fazia sustentação oral na tribuna, saiu da sala, e a ela retornou trazendo consigo um saco de papel de onde retirou um BigMac, um pacote de bolacha Piraquê, e um copo de Coca-Cola de 750 ml. Tudo isso na sala de seção com julgamento em andamento, um advogado sustentando oralmente, e um monte de outros advogados esperando a vez do seu processo ser apregoado. Pior ainda, ele mordia o sanduíche e com boca cheia, as bochechas avolumadas, mastigava enquanto fitava o advogado na tribuna. Um horror!

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Prejuízo a processos físicos

Roberto II (Advogado Autônomo)

Em uma demanda trabalhista de 2013, processo físico (ficou seis meses parado para ser digitalizado e não foi), em fase de execução, está desde 11/2019 aguardando um simples despacho. A juíza não vai presencialmente desde o inicio do ano. Enquanto isso, supostamente, só os processos eletrônicos andam... Tudo etá voltando a funcionar, porque os processos físicos que não possuem mais feitos presenciais ( audiência e etc...) não voltam ao seu curso normal ??????

Castas

João Peixoto (Advogado Sócio de Escritório - Trabalhista)

Magistrados e servidores pertencem a uma casta superior a nossa! Eles podem estar protegidos e podem justificar os atrasos processuais! Nós, jurisdicionados e advogados, se perdermos prazos ... senta e chora

Comentar

Comentários encerrados em 15/10/2020.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.