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Senhor Supremo

Ícone garantista, Celso de Mello é homenageado pelos pares da 2ª Turma

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Homenagem a Celso de Mello começa às 3h48min10 deste vídeo

O ministro Celso de Mello recebeu homenagem dos ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (6/10), em sua última sessão antes da aposentadoria. Decano, ele deixa a corte no próximo dia 13, tendo sido o ministro que mais tempo permaneceu no STF durante a República brasileira.

Decano Celso de Mello se aposenta no próximo dia 13
Nelson Jr./STF

Foram muitos os denominadores comuns atribuídos a Celso, dentre eles: exemplo de magistrado, sábio, professor, dono de entendimentos pioneiros e garantidores dos direitos fundamentais. 

"Qualquer tentativa de registro do significado da trajetória do Decano, contudo, seria certamente incapaz de apreender o simbolismo da sua figura para os membros do Tribunal", disse o presidente da Turma, ministro Gilmar Mendes.

O "legado jurisprudencial" deixado pelo decano, segundo Gilmar, "revela apenas parte das suas ricas e históricas contribuições, fruto da incansável dedicação do seu excepcional saber jurídico à proteção do Estado de Direito". 

O presidente citou diversos votos de Celso, frisando a densidade, a cautela e o "esmero no enfrentamento de discussões" que "rememoram o primoroso valor da missão atribuída à Corte Constitucional brasileira".

Com a voz já embargada, Gilmar finalizou sua homenagem com a seguinte frase: "A presença de Celso no Supremo Tribunal Federal não se esgota neste caloroso momento; será ela constantemente projetada por todos os que creem na relevância da jurisdição constitucional para a construção de uma sociedade democrática e justa".

Luiz Edson Fachin destacou o posicionamento firme, intransigente e equilibrado do ministro. Afirmou que guardará as lições dos votos, mas também "o comportamento exemplar de magistrado e sua notável contribuição como juiz desta suprema corte". 

Nas palavras de Ricardo Lewandowski, Celso "não apenas conquistou a sabedoria, mas soube usá-la em prol do avanço civilizatório da nação brasileira". 

A ministra Cármen Lúcia chamou o decano de "grande sábio a ensinar permanentemente não só as lições do direito, mas da vida". 

Por fim, o decano agradeceu todas as homenagens comovido com o que chamou de "fim da jornada no tribunal". O Supremo, disse é "muito mais do que um órgão incumbido da defesa da Constituição e das liberdades fundamentais". "Representa um verdadeiro estado de espírito que induz à saudade que, para sempre, guardarei dos dias em que permaneci nesta alta corte judiciária de nosso país."

Mais longevo
Indicado pelo presidente José Sarney (1985-1990), Celso de Mello tomou posse como ministro do Supremo em 17 de agosto de 1989, quando tinha 43 anos. Antes disso, tinha sido integrante do Ministério Público paulista por 21 anos. Com o fim de sua carreira no STF, terá somado 52 anos de serviço público.

Para a vaga do decano, o presidente Jair Bolsonaro indicou o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Kassio Marques. 

Clique aqui para ler a homenagem do ministro Gilmar
Clique aqui para ler a homenagem do ministro Fachin




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 6 de outubro de 2020, 19h01

Comentários de leitores

1 comentário

Fará falta

F.H (Estudante de Direito)

Talvez a maior honraria de um jurista seja a constatação que sua ausência será eternamente sentida.

Tal qual, os grandes nomes brasileiros o Ministro Celso pode ter certeza que fará imensa falta na Alta Corte.

Que os seus ensinamentos sirvam de norte civilizatório para os integrantes da Corte que permanecem na judicatura.

Dizem que ninguém é insubstituível, porém, os grandes juristas como Celso de Mello provam justamente o contrário.

Bom descanso Mestre. A Carta Maior agradece o empenho que o senhor teve em sua defesa durante 52 anos de serviço público!

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