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Comentários de leitores

6 comentários

Os ativistas raciais agorasão paranormais leitores de mentes

Vinicius D (Estudante de Direito)

Muitos a pensar com o fígado ao invés de pensar com o cérebro. Nada justifica aquela agressão desmedida, mas dizer que foi "por racismo" aí já é ir além das subjetividades, dando um mergulho de cabeça no raso das suposições, simplesmente pelo fato de os agressores serem brancos e o agredido negro. As paixões e a ânsia por justiça contra o preconceito racial extrapolou os limites do bom senso e da racionalidade. Lembremos aos muitos juristas e sabichões do Direito que, para o enquadramento por racismo, haverá de o autor ter sido motivado por sentimentos pessoais racistas de desapreço ou ódio contra pessoas negras; Além disso, a título de condenação judicial na esfera penal, haverá de se ter provas de que o autor agiu sob impulso motivacional desse sentimento pessoal racista, algo como uma declaração formal expressa (escrita, por vídeo, áudio), uma histórico de atitudes racistas, depoimentos testemunhais que corroborem essa característica, caso contrário, não há como dizer se o crime teve o racismo como fator motivacional, a não ser que os tribunais estejam agora admitindo o uso de médiuns paranormais que leiam as mentes dos acusados e ratifiquem tais suposições. É sempre bom trazer o debate sobre os problemas do racismo mas, querer colocar no colo do Carrefour a conta de 500 anos de racismo no Brasil é muita distopia.

Acrescentando

Afonso de Souza (Outros)

"João Alberto era conhecido no Carrefour do Bairro Passo D'Areia, onde comparecia regularmente".

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/11/27/joao-alberto-foi-ao-carrefour-dois-dias-antes-de-ser-morto.htm#:~:text=Testemunhas%20que%20prestaram%20depoimento%20esta,zona%20norte%20de%20Porto%20Alegre.

(Mas é claro que não justifica aquele desfecho)

As primeiras opiniões

Voluntária (Administrador)

O que surpreende são as primeiras reações, sem saber nenhum detalhe. Até se entende reação da família e de amigos. Mas pessoas distantes, inclusive autoridades, não podem decidir que foi isto ou aquilo, criando um clima violência que pode ter consequências perigosas. Pensemos nos exemplos do Black Mirror.

quando passar a paixão

Patricia Ribeiro Imóveis (Corretor de Imóveis)

o motivo imediato do início das agressões pelos seguranças foi exatamente a violência cometida pelo cliente.
Antes da agressão do cliente, seguranças e cliente andavam juntos, com destino ao estacionamento.
Então, a partir daquela violência inesperada, os seguranças foram tomados de violenta emoção, a partir de quando passaram, também com violência, tentar conter o cliente.
O cliente não arrefeceu, não se entregou, e os despreparados seguranças não souberam o momento de parar, verificando-se o evento morte não em consequência das agressões, mas de asfixia que, salvo prova em contrário, não era objetivada pelos seguranças.
Enfim, são esses os fatos que efetivamente ocorreram, que correspondem a um crime preterdoloso, mas que a mídia insiste em tratar como homicílio doloso premeditado com motivação racista, não se explicando quem ganha algo com isso...
Então, é esperar passar o ódio, a paixão, e aguardar o decreto técnico a ser dado possivelmente por um juiz de direito (sequer um júri).

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Concordo, Patrícia.

Sem dúvida

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Sem dúvida, Patrícia.

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