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Ofensas reincidentes

MP-SP oferece denúncia contra vereador por declaração antissemita

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Vereador foi denunciado pelo MP de São Paulo por mensagem discriminatória divulgada em grupos de WhatsApp
Reprodução/Facebook

O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia nesta quinta-feira (26/11) contra o vereador paulistano Adilson Armando Carvalho Amadeu (DEM). A acusação foi por conta de uma declaração de cunho preconceituoso dada pelo político sobre outro parlamentar de origem judaica.

Amadeu teria divulgado em grupos de WhatsApp um áudio com a seguinte declaração:

"(...) que é uma puta duma sem vergonhice, que eles querem que quebra todo mundo, pra todo mundo fica na mão, do grupo de quem? Infelizmente também os judeus, quando eu até to até respondendo um processo, porque quando entra Albert Einstein, grupo Lide é que tem sem vergonhice grande, grande, sem vergonhice de grandeza, de grandeza que eu nunca vi na minha vida (...) (Sic)".

Segundo o MP, essa declaração mostrou "evidente menoscabo à etnia judaica, caracterizando clara discriminação em face desta etnia". Essa não é a primeira declaração de cunho discriminatório contra judeus de Amadeu.

Em dezembro de 2019, o vereador chamou o vereador Daniel Annenberg (PSDB) de "judeu filho da puta" durante a discussão de um projeto na Câmara Municipal de São Paulo.

Na ocasião se discutia o projeto de lei de autoria de Amadeu sobre a regulamentação de transporte por aplicativos e o xingamento teria sido motivado por Annemberg votar contra a proposta.

Amadeu divulgou uma nota pedindo desculpas para a imprensa e se retratou na Câmara Municipal de São Paulo. Na ocasião, a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) repudiou a declaração e anunciou que iria tomar medidas judiciais.

Para os advogados Daniel Leon Bialski e Victor Bialski, que representam a Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Fisesp, frases como essa são "discriminatórias e devem ser repudiadas pela sociedade, que não mais tolera atitudes como essa".

Clique aqui para ler a denúncia




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 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 27 de novembro de 2020, 17h42

Comentários de leitores

2 comentários

Os culpados

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

A Política é composta por cidadãos (ãs) brancas, reacionárias, orgulhosas, vaidosas, discriminadoras, chauvinistas, adeptas do pensamento de Karl Herrer, Dietrich Ekart, Gottfried Feder e Anton Dexler e incluo, agora, em meus comentários, depois de ler o livro "Diários de Alfred Rosemberg", o próprio A. Rosemberg.
Existe antissemitismo no Brasil?
Claro que existe. Mas é dissimulado.
É por isso que os judeus, semitas, israelitas, devem tomar cuidado. Muito cuidado.
Se piorar a crise econômica, os brasileiros "incultos e violentos" vão eleger um bode expiatório. E pode acontecer o que aconteceu na Alemanha Nazista.
Lá em São Paulo, no Aeroporto de Cumbica, quem troca reais por dólares? O Banco Safra, da família de judeus libaneses, Safra.
Quem são os proprietários da Bunge, gigante em alimentos?
Peço a Javé que protege os judeus e semitas.
Mas, diante do caráter brasileiro, emotivo, primitivo, personalista, individualista, avesso à hierarquia, arredio à disciplina, desobediente a regras sociais e afeito ao paternalismo e ao compadrio, não se pode garantir...nada!
Se perguntar para um brasileiro que foi Frantz Fanon, vão responder que é jogador de futebol.

Correção

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Peço a Javé que proteja os judeus e semitas.
Se perguntar para um brasileiro quem foi Frantz Fanon, vão responder que foi jogador de futebol.
Vade retro brasileiro burro e imbecil!

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