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Pena de remoção

Juíza de Curitiba que humilhou e xingou servidores será transferida

Por ameaçar, desrespeitar, humilhar e xingar servidores de seu gabinete, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná ordenou nesta segunda-feira (23/11) a remoção compulsória da juíza Gisele Ribeiro para outra cidade do estado. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

TJ-PR ordenou transferência de juíza de Curitiba para outra cidade do estado
Reprodução

Gisele terá que ser transferida para uma cidade de entrância final, como Londrina, Maringá ou Cascavel, por exemplo.

Funcionários gravaram a julgadora atacando-os com frases como "parece que você tem paralisia cerebral"; "esse servidor é um burro"; "tinha que desenhar tudo"; "vou chutar essa guria" e "a filha da puta não sabe enxergar merda nenhuma".

A juíza também é acusada de alterar a ordem dos processos a serem julgados e ofender advogados antes de atendê-los. Ao ser informada de que um defensor queria falar com ela, Gisele reclamava com expressões como "o que essa gentinha quer? São um bando de porcos" e "manda entrar essa gentalha".

A relatora do caso, desembargadora Regina Helena, apontou que as testemunhas e gravações confirmaram os abusos e humilhações da juíza aos servidores de seu gabinete. De acordo com a magistrada, os funcionários viviam um clima de terror no trabalho. Tanto que alguns tiveram que ser submetidos a tratamento médico.

A relatora também destacou que Gisele abaixou a pontuação dos empregados que a denunciaram ao TJ-PR. Antes disso, tinham avaliação máxima.

No entanto, Regina Helena não comprovou que a juíza tenha ofendido advogados durante seu atendimento. A desembargadora ainda ressaltou não haver provas de que ela alterou a ordem dos processos.




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Revista Consultor Jurídico, 27 de novembro de 2020, 21h51

Comentários de leitores

5 comentários

Perdão

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Acredito que a Juíza se encontrava "naqueles dias", constituindo a punição excesso do TJPR.

Excesso

Rubens R. A. Lordello (Advogado Autônomo - Civil)

Pelo que li o número daqueles dias era excessivo. Por outros dois lados, o primeiro que no Brasil doença mental é "feio" mas muito mais comum do que se admite. O segundo, que mesmo doentes se comportam quando existe fiscalização da atuação.

Piada

Coelho10 (Advogado Autônomo - Civil)

Naqueles dias? Excesso? Deusite aguda merece punicao bem maior. Foi muito branda. Esqueceu ela que é servidora publica, pois esta ali nao para satisfacao pessoal, mas sim servir ao publico.

Êita paraná!

Joro (Advogado Autônomo)

Mais uma...

Previlegios

Edna Lúcia Constantino da conceição (Outros)

Se fosse a gentalha seria demissão na certa.. processo administrativo e outros mais, mas outros tem que atura. Corporativa a atitude.. regulamentação feita entre eles..a nós nada..

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