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Comentários de leitores

10 comentários

Clara intenção de repetir as reeleições na OAB/SP.

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Estamos assim: tentativa de hegemonia, concentração de poder eleitoral e econômico mirando reeleições.
AASP não é, e nem pode se transformar em uma OAB paralela, tampouco braço de apoio a dirigentes da Seccional.
Que a AASP consiga sair ilesa desta ilegítima investida.
E que em 2021, já cientes dos propósitos eleitorais para a OAB/SP, os advogados/as possam promover a alternância de poder, com a troca de dirigentes que dão sinais de apego às estruturas de poder da OAB/SP.

Doutor eduardo

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

O nobre Doutor Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo), trabalhador, inteligente, ético e incorruptível, será futuro candidato à Presidência de sua corporação?

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Ser trabalhador, ético e incorruptível é dever de todos. Inteligência, todavia, é distribuída pelo Criador, e a minha é a exata dose do meu merecimento.
A Presidência da OAB/SP exige candidatos que possam agregar atributos à entidade, de modo que a corporação seja valorizada pela imagem daquele que a representa. Esta lógica não pode ser invertida.
Neste contexto, a minha coerência e o senso de responsabilidade determinam que eu continue trabalhando, sendo honesto é ético.
Não tenho nível intelectual, nem a relevância excepcional que possam ser "plus" à OAB/SP.
Cabe a mim somente votar para que a entidade possa melhorar.

Brindes? Também quero!

Neli (Procurador do Município)

Sou filha de Deus e por isso também quero brindes. Não é justo dar brindes apenas para alguns! Tem que dar para todos os advogados inscritos na OAB. Não sou da AASP, mas, sou filha de Deus e quero brindes, afinal, desde 1979 sou inscrita na OAB,(estagiária e advogada!)
No mais, se o dinheiro não for da OAB (ou da Associação!), pode dar brindes e transportes para qualquer eleitor.
Se for ,data vênia, não!
Aprendi na vida que o Dinheiro alheio é sagrado, mas, o Dinheiro Público(Instituições/fundações, autarquias e da Administração Pública), é divino e a divindade é quebrada quando não se usa em prol do interesse público.
Sucessos!
Por fim, aceito o brinde...irei à pé pegar.

A falta de consciência profissional - iv

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Falta ao advogado a consciência de si, entendendo a sociedade que o rodeia, estimulando a ética em detrimento da retórica, perquirindo a sua existência profissional em uma relação dialética com o mundo ao qual pertence.

A falta de consciência profissional - iii

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

O advogado, aponta, novamente, Roberto A. R. de Aguiar, "Vive contradições e paradoxos que dificultam o enfrentamento profissional do mundo. Grande parte dos advogados é pobre, mas tem de viver segundo padrões materiais e sociais consentâneos com a imagem que a sociedade tem deles. Esse problema pode gerar vidas difíceis e tensas, sempre esperando que uma grande causa venha iluminar suas vidas e decretar sua aposentadoria gloriosa. Os profissionais que têm esse entendimento encastelam-se no individualismo, até mesmo para esconder suas carências e não participar dos movimentos reivindicatórios e das lutas por novos direitos da classe a que pertencem. Conseguem com isso implementar uma dupla alienação: a do desconhecimento do Direito vivo e a da não participação na consciência e nas lutas de sua classe. É um exemplo de ausência de "consciência para si" (in "A Crise da Advocacia no Brasil, p. 140).

A falta de consciência profissional - ii

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

A exegese normativa continua a ser do senso comum, embora às vezes, receba nomes pomposos. No fundo, é um arranjo tópico, pior ou melhor fundamentado, para justificar uma pretensão, nem mesmo se lembrando que Viehweg trabalhou a fim de dar armas a essa categoria de interpretação (in A Crise da Advocacia no Brasil, p.32-33).
O referido jurista aponta que o generalismo da formação, a ambiguidade de valores e a estreiteza do textualismo desembocaram na superficialidade. Os trabalhos jurídicos tendem a ser genéricos no fundamento e detalhistas em âmbito normativo. Acrescenta que os advogados integram uma categoria alienada, visto que, apesar de as condições de trabalho se revelarem adversas para a categoria, ela não se mobiliza com tanta facilidade, pois as marcas individualistas e voluntaristas são difíceis de se remover. Assim, a categoria dos advogados corre o risco de alhear-se de si mesma, não conseguindo articular uma consciência para si, mesmo em condições objetivas propícias. Certas práticas, extremamente criticáveis predominam nas relações entre os próprios advogados, fazendo prevalecer a vontade do mais forte, tanto em nível intelectual como em nível econômico.
A exploração do advogado por advogado atinge nível tão elevado, que não hesitaram os grandes escritórios se associarem ao grande Capital, em uma situação que o próprio Karl Marx não hesitaria criticar.
O papel de protagonista nas mudanças sociais, diante do próprio universo do advogado, restrito ao seu mundinho do dever-ser, esquecendo-se das influências da Antropologia, Sociologia, Filosofia, Biologia, Economia, Linguística e Computação nas relações sociais, aniquila a sua importância, tornando-o mero caudatário, retardado, dos eventos, os quais não consegue captar.

A falta de consciência profissional do advogado - i

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

A atuação do advogado é dependente de agentes externos ao seu agir. A sua formação escolar continua sendo positivista, e acredita que as leis mudarão o mundo e não consegue entender que este é que influencia o arcabouço normativo.
O jurista Roberto A. R. Aguiar diz que o advogado preconiza a neutralidade, a equidistância, o combate à metafísica (que constitui uma nova metafísica), a busca de uma ciência com objeto e método são características dessa corrente. Hoje é o neopositivismo lógico, pela via kelseniana, que se constitui a justificativa científica para um entendimento normativista e "purista" da ordem jurídica e da ciência do Direito. O positivismo e o neopositivismo lógico trouxeram contribuições importantes para o avanço do pensamento científico. A sociedade tecnológica atual é resultado dessa contribuição, que agilizou operatoriamente os reclamos por crescimento da burguesia. A aceleração científica, a racionalização da experimentação, o desenvolvimento metodológico, a sofisticação da lógica e a matematização dos fenômenos estão ligados á contribuição dessas correntes, que, por usa vez, pagam tributos a Kant. Talvez por nossa formação católica, o positivismo, no Brasil, transformou-se numa espécie de religião, que divinizava a humanidade e com ela o Estado e o Direito. O neopositivismo abriu as portas para um tratamento rigoroso do Direito, introduzindo, por exemplo, as lógicas modais, a lógica simbólica, no trato do Direito e tornou consistente o tratamento dos conceitos jurídicos, trazendo as contribuições da linguística para a hermenêutica jurídica. Embora tenha atingido fortemente os doutrinadores nacionais, não repercutiu, até suas últimas consequências em nível das práticas jurídicas (continua)

A AASP é um feudo mantido por uma casta há 80 anos (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Há décadas o comando da AASP é exercido por pessoas que integram um mesmo grupo de cerca de 2500 a 3000 advogados no universo dos mais de 100 mil associados.
A grande dificuldade da renovação para tirar a AASP do controle desse grupo é a não obrigatoriedade do voto.
Infelizmente, os advogados associados, que se esperaria serem pessoas mais politizadas e com maior consciência de classe, são, na verdade, em sua esmagadora maioria, como a maioria das pessoas e dos eleitores do País: se o voto é voluntário, não se afetam para votar, para analisar os candidatos, para examinar as propostas, ou o fato de a AASP ser controlada por um grupo diminuto de não mais do que 3000 advogados que se sucedem a cada fim de mandato no conselho e nos órgãos diretivos da entidade.
Parece mesmo que os associados sequer desejam que se lhes prestem contas dos recursos que a AASP arrecada anualmente com as mensalidades e receitas de cursos e eventos que promove.
Infelizmente, esse é o perfil do eleitor brasileiro, e com os advogados, embora sejam pessoas com presumida erudição jurídica, parece não ser diferente. Falta-lhes o espírito de classe que sobeja em outras profissões jurídicas, como os juízes por exemplo, que se reúnem em suas associações e as apoiam incondicionalmente, o que faz com que se pronunciem na defesa dos magistrados como se fossem partidos políticos.
Acordem advogados paulistas, bandeirantes, já somos quase meio milhão só em São Paulo. A AASP, assim como a OAB são um patrimônio da advocacia, e não um instrumento daqueles que as controlam. Todos devemos participar das questões de política de classe e da associação. Se os serviços que esta presta são bons, isso não significa que não podem ser melhorados. (continua)…

A AASP é um feudo mantido por uma casta há 80 anos (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

2(continuação)… Então, vamo-nos aplicar para escolher pessoas de fora do grupo de controle. Todo ano o quórum de votação é praticamente o mesmo, entre 2500 e 5000 associados votantes. Vamos fazer isso ultrapassar a terceira potência de dez e adentrar a quarta potência de dez para atingir marcas nunca antes conseguidas, e, assim, demonstrar para o resto do País que os advogados paulistas não só são dotados de elevada erudição jurídica, mas também de altaneira consciência política, a começar pelas questões de política de classe.

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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