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Escritos de mulher

A ponta do iceberg: o levante antirracista tem de ser a partir das estruturas

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Comentários de leitores

9 comentários

Comentário

Afonso de Souza (Outros)

Com exceção de um ou outro alienado, não se discorda, propriamente, que exista racismo (pessoas racistas) no Brasil, o que se questiona é se o racismo aqui existente é da magnitude que alguns dizem ter, ou que seja "estrutural" - afinal, o que significa isso?

Dizer que "não basta não ser racista, é preciso ser antirracista" traz um elemento autoritário, mesmo totalitário. Ninguém deve ser obrigado, intimidado a comprar toda a agenda racialista pelo seu valor de face!

Dois textos da Paula Schmitt retratam bem isso:

https://www.poder360.com.br/opiniao/internacional/os-sabios-os-tolos-e-os-covardes-por-paula-schmitt/
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https://www.poder360.com.br/opiniao/midia/o-antirracismo-e-a-lei-dos-piores-por-paula-schmitt/

Asneiras

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Como sempre, a peculiar capacidade de dizer asneiras dos rascistas enrustidos aqui no "comentários de leitores" do Conjur.

Resposta ao doutor flávio de um membro de minoria

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

RESPOSTA AO DOUTOR FLÁVIO MARQUES
COMENTÁRIO DE UM ADVOGADO AQUI NA CONJUR
HIPÓCRITAS DE PLANTÃO
Advogado José Walterler (Advogado Autônomo - Administrativa)
24 de novembro de 2020, 8h29

Primeiramente REGISTRO que eu, José, filho de Maria de Paluxo, NÃO ME SINTO COM DIREITO A ESSA INDENIZAÇÃO COLETIVA. O que vejo são APROVEITADORES cafajestes querendo a todo custo, IMPOR suas vontades na DICISÃO DA SOCIEDADE. Nenhuma dúvidas de que os responsáveis diretos por aquela ocorrência terão que responder legalmente pelos EXCESSOS. Agora, por RACISMO ... jamais! A vítima, detentora de extensa FICHA CRIMINAL aonde sua principal "especialidade" era agredir MULHER. Nesse caso foi o responsável pela sua própria desgraça. Acostumado a desrespeitar as convenções sociais ENCONTROU naqueles dois seguranças a REAÇÃO que suas indefesas vítimas NUNCA puderam fazer. Deu azar. Agora associar isso a RACISMO só na mente doentia de quem semeia esses discursos de ódio tentando DIVIDIR a já DIVIDA sociedade.

Asneiras - parte ii [to be continued]

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Vamos lá, "shield". Primeiramente, não sou doutor, pois, até onde eu saiba, na minha certidão de nascimento não está escrito "doutor", mas, sim, Flávio Marques. Além do mais, não tenho esse título e, ainda que o tivesse, não faria qualquer questão desse tratamento. Em relação à "indenização coletiva" (tecnicamente, o correto é "compensação pecuniária coletiva", pois um dano moral é compensado, e não indenizado - responsabilidade civil básica), em que pese tratar-se de interesse difuso, isso não significa a sua automática inclusão, pois o pressuposto básico do interesse difuso é o compartilhamento de uma determinada situação fática de forma indivisível por grupo indeterminado - e, ao que parece por conta de sua ótica reacionária, você não se inclui nesse grupo. E outra, ainda que se inclua, faça o seguinte: envia uma notificação extrajudicial à defensoria solicitando a sua “exclusão” da ACP, simples assim, não?! Na sua ótica - deturpada, na minha opinião! - pode não ter ocorrido racismo; contudo, a menos que estejamos em 1964, qualquer um pode ter uma visão diferente. Ora, "extensa ficha" é, na sua opinião, fator de reflexão (= aceitação) do que ocorreu? Sem problema então: vou levar uma meia dúzia de clientes meus (milito na seara criminal) e lhe entregar numa sala só você e eles para que você sacie sua ânsia sanguinolenta - já que ficha criminal implica responsabilização pela "própria desgraça". Pode ser? "Convenções sociais"... isso é lindo: realmente, ao defender "convenções", você demonstra desconhecimento em sociologia - um livro inicial muito bom: Perspectivas Sociológicas, Peter Berger. Qual "convenção", a sua? Sobre o discurso de ódio, relaxa, este (DES)governo “fascista” que temos é muito bom no contributo da cisão racial e de outras formas.

Resposta ao doutor flávio marques

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Continuarei a chamá-lo de Doutor Flávio.
Afinal, a sua resposta foi emitida "em tom doutoral", como se a tivesse transmitido a alunos. E não sou integrante de corpo discente.
Mas, vamos à refutação.
A doutrina majoritária defende que a reparação do dano moral é uma compensação, e não um ressarcimento. Essa compensação tem duas funções: expiatória e satisfatória.
Bem, doutrina majoritária não tem muita importância, porque o que importa é o que o Poder Judiciário definirá.
A doutrina é cambiante, e cada jurista cria o seu "dever ser" que, muita vez, ofende a própria ordem jurídica.
Em sua visão defendo o racismo.
Acredito que a limitação de seu pensamento está na estatura inversa do título que lhe dei: Doutor.
O ilustre advogado aponta o seu pensamento com grau elevado de autoritarismo, porque próximo ao fascismo: você está certo e eu, sempre errado.
Assim, não tem sentido a demonstração de seu equívoco hermenêutico; V.Sa., nunca aceitará o "mea culpa".
Portanto...

Asneiras - parte iii [to be continued]

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Ao "shield". Ok, então, se pretende continuar a chamar-me "Doutor", já sei, irei chamá-lo "shield, o pombo-correio", em referência ao seu "leva e traz", que, diga-se de passagem, foi ridículo pegar comentário de outra pessoa, feito para outro post, e sair "distribuindo" em vários postos diversos daquele do comentário original.
Quanto as demais considerações suas, creio o título deste posto é autoexplicativo. Deu preguiça de responder a sua péssima retórica!

A luta do negro brasileiro - ii

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

ele resolveu agredir um deles(https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2020/11/camera-mostra-soco-de-joao-alberto-em-seguranca-antes-de-ser-espancado-ate-a-morte-ckhrxf94u001501378igq1a6u.html), cujo erro foi revidar com excesso, que ocasionou a morte de um filho de "Zumbi dos Palmares".
Rigorosamente, os seguranças não procuraram o homicídio do agressor, mas dominá-lo. Não se trata de homicídio, com agravante, mas lesão corporal seguida de morte.
O grave problema de nós brasileiros, é que somos primitivos, emotivos e personalistas, apontou o sociólogo Jessé Souza. Não conseguimos analisar uma situação sem estarmos motivados por nossos sentimentos.
Já o historiador Sérgio Buarque de Holanda, diz que adotamos o compadrio, o paternalismo, somos emotivos, instáveis, arredios à disciplina e individualistas.
Não existiu racismo, mas reação desproporcional a uma agressão.
Nada mais.
Agora, que existe o racismo, ele existe e é intenso.

A luta do negro brasileiro

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

"Em julho de 2015, Juarez Tadeu de Paula Xavier, hoje com 60 anos, foi alvo de ofensas racistas no ambiente universitário. Frases como “Negros fedem” e “Juarez Macaco” foram encontradas em um banheiro do campus de Bauru da Unesp, instituição em que o jornalista dá aulas. O responsável nunca foi identificado.
Em 2015, quando questionado sobre os casos de racismo, Juarez afirmou que eram “uma cicatriz que nunca fecha”.
“Quando você faz parte de uma minoria, não tem um dia que você passe sem sofrer uma violência. Toda vez que essa ferida está perto de cicatrizar, algum novo episódio acontece e abre novamente”.
Foi o que ocorreu no último 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Juarez foi chamado de macaco por um homem branco, no estacionamento de um supermercado em Bauru, no interior de São Paulo, e, ao revidar o comentário, foi atingido por golpes de canivete no ombro e no braço. Ele passa bem.
Quando questionado sobre o que é ser uma pessoa negra no Brasil, Juarez é direto. “É uma luta permanente pela sobrevivência, contra o homicídio, o genocídio e a negação da sua cultura, dos seus direitos, de ser você” (https://observatorio3setor.org.br/noticias/ser-negro-no-brasil-e-uma-luta-permanente-pela-sobrevivencia/).
A luta pela sobrevivência marca o negro brasileiro.
Mas, no caso do Senhor João Alberto Silveira Freitas, ele foi convidado a se retirar do local de compras por dois seguranças, que atenderam um pedido de uma funcionária, por ele importunada.
E ele não possuía ficha limpa, pois foi acusado de lesão corporal, ameaça, violência doméstica e porte ilegal de arma. O Carrefour, igualmente, não possui ficha "clean".
Ocorre que, no momento em que ele foi convidado a se retirar da loja Carrefour, quando estava acompanhado por dois seguranças...

Texto

Víctor Gabriel Rodríguez (Professor)

Excelente abordagem, principalmente ao recuperar os tantos casos de agressões em Hipermercados. Parabéns!!

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