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Encontro no feriado

Bolsonaro pede reunião com corregedor do Tribunal de Justiça do Rio

Convite para reunião desta sexta-feira partiu do gabinete da Presidência da República
Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) solicitou uma reunião com o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Bernardo Garcez. O encontro acontece nesta sexta-feira (20/11). A informação é da revista Veja.

Segundo a publicação, o encontro já foi confirmado pela assessoria de comunicação do tribunal. O TJ-RJ vai analisar a denúncia do MP-RJ contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), que é acusado de estar envolvido em um esquema de rachadinhas na época em que era deputado estadual.  

Garcez, contudo, não tem relação com o caso que tramita no Órgão Especial do TJ-RJ sob a relatoria do desembargador Milton Fernandes de Souza. Caso a denúncia seja aceita, Flávio vai se tornar réu por peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Todo o teor da pauta que será tratada na reunião não foi informado, mas o encontro da Presidência partiu da premissa de convidar a corregedoria do TJ-RJ a integrar o "Comitê de Modernização de Ambiente e Negócios".

Com base em quebras de sigilo bancário e fiscal, o MP-RJ afirma que Flávio usou pelo menos R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema. De acordo com a promotoria, funcionários que passaram pelo gabinete dele quando era deputado estadual devolviam parte dos salários a Fabrício Queiroz.

Posteriormente, conforme o MP, os valores eram lavados e retornavam ao senador por meio de três formas: do pagamento de despesas pessoais com dinheiro vivo, da loja de chocolates dele e de transações imobiliárias. A defesa de Flávio nega as acusações.




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Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2020, 21h17

Comentários de leitores

1 comentário

Passando a mão na cabeça...

DrCar (Advogado Autônomo - Civil)

Vergonhoso para um homem, agir e depois pedir ao papai que dê um jeito e limpe a cagada. Lá vai o bobo tentar limpar a barra, depois sai na imprensa e vão dizer que não "tentou interferir". A prova de fogo vem agora, o Brasil tá de olho pra ver se Vossa Excelencia, o corregedor vai interferir na aceitação ou não da denúncia. Lugar de bandido que apropria de dinheiro público é na cadeia. Deixa a policia e o judiciário trabalhar, se não houve esse crime, beleza, libera o mocinho, porém se houve o crime, meta-o na cadeia e corte todos os beneficios do cargo.

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