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Comentários de leitores

8 comentários

Dona Flor

Ricardo José de Souza e Silva (Advogado Autônomo - Civil)

O Tribunal teria essa mesma postura se fosse com a Dona Flor e seus 2 maridos?
Ela teria direito de receber metade do patrimônio dos dois e ainda receber pensão pós morte de ambos?

Modernidade?

Advogado Juliano Trindade (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O que é curioso neste movimento de "modernismo" no Direito de Família é que não há nada de moderno, mas sim de retorno às práticas das eras primitivas do "homo sapiens": poligamia, o macho mais bem sucedido com várias parceiras e gerando a sua prole. Como ocorre, hoje, ainda, com nossos "primos", os chimpanzés.
O moderno no Direito de Família poderá se basear nos estudos dos hábitos e comportamentos dos chimpanzés.
Quanta modernidade...
Civilização para quê, não é?
Curioso...

Inadmissível a poligamia no brasil

Professor Luiz Guerra (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

Ainda que se queira justificar a "modernidade do novo conceito de família" com a permissividade de relações paralelas e outras práticas, é fato que o Brasil não é um país monogâmico. O país não adotou a poligamia. Justificar, permitir ou reconhecer a união estável paralela ao casamento é enfraquecer o instituto do casamento; é enfraquecer a família fruto do casamento; é violar princípios morais e religiosos. Se a lei proíbe dois casamentos concomitantes, então por que admitir um casamento concomitante com a união estável, sob o suposto manto da liberdade ou liberalidade, como forma de advogar a tal modernidade nas relações interpessoais à luz do novo ou moderno conceito de família? Se é possível a poligamia, então, poderemos avançar nos relacionamentos paralelos, sem limites, tudo sob o enfoque da modernidade. Onde chegaremos, no futuro próximo?
Professor Luiz Guerra
Pastor Luiz Guerra

Poligamia, poliamor na prática

Junior (Estudante de Direito)

A decisão simplesmente admite a poligamia no Brasil. Se juridicamente não é possível haver casamento entre três pessoas, a solução é casamento mais união estável. Novos tempos! Como dito no outro comentário, atualmente qualquer lei é relativa, sua validade depende de o Juiz não aplicar um princípio tirado da cartola e para o momento. Katchanga!

Lei

4nus (Outros)

O que é isto, a lei? A lei é, no Brasil, um mero empecilho para eu decidir conforme eu quero. Se é que hoje pode ser chamada de um "empecilho".

Isonomia

Lincoln Silva (Advogado Autônomo - Civil)

Vamos dizer que a amante morre e deixa herdeiros e o meeiro (Casado com a outra mulher). Ai no inventário da amante, o meeiro veio a falecer, então os bens meados agora são da esposa casada (metade) e dos filhos? Sim, né?

Dr. Luiz Felipe Brasil Santos

Rejane G. Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Excelência, cada vez mais venho-me convencendo de que a lei, seja civil ou de qualquer outro ramo, é uma presunção relativa de direitos e, como tal, admite prova fática em contrário.

O Direito

João B. (Advogado Autônomo)

de Família brasileiro está baseado no princípio da monogamia?
Trata-se de norma em evidente descompasso com as relações sociais vigentes, sendo a monogamia um mito almejado mas dificilmente alcançado, o que explica o tabu em tratar tal questão, o que a leva ao "submundo" (no sentido de "abaixo", que se esconde da superfície), e os falsos moralistas insistem em defender uma tese sem amparo na realidade, causando prejuízos a uns e demonstrando o descolamento da realidade do tribunal.
Ah, pede pra o DD avisar a cônjuge que aceitou seu esposo ter uma relação estável de 14 anos paralela ao casamento que a monogamia é o princípio regente do Direito de Família no Brasil. E avisa o varão também. Avisa que o que eles estão fazendo é feio e errado.

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