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PF acionada

STJ sofre ataque hacker e suspende prazos processuais até segunda (9/11)

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A rede de tecnologia do Superior Tribunal de Justiça sofreu um ataque hacker, nesta terça-feira (3/11), e paralisou suas atividades. O presidente do tribunal, ministro Humberto Martins, já acionou a Polícia Federal para investigar o ataque cibernético. Até o momento, o tribunal não sabe se houve vazamento de dados e não há previsão de retorno.

STJPresidente do STJ acionou a Polícia Federal para investigar ataque

Os sistemas de telefonia e internet estão fora do ar desde a tarde desta terça-feira, quando as sessões de julgamento das seis turmas foram suspensas. A informação inicial era de que houve um problema técnico

Internamente, ministros demonstram preocupação com uma mudança feita no sistema da corte no ano passado.  

Por precaução, os prazos processuais foram suspensos até a próxima segunda-feira (9/11). O tribunal informa que as demandas urgentes estão centralizadas na presidência do STJ e pede que as petições sejam encaminhadas ao e-mail protocolo.emergencial@stj.jus.br. 

Veja abaixo a nota oficial da presidência:

"O Superior Tribunal de Justiça comunica que a rede de tecnologia da informação do tribunal sofreu um ataque hacker, nessa terça-feira (3), durante o período da tarde, quando aconteciam as sessões de julgamento dos colegiados das seis turmas. A presidência do tribunal já acionou a Polícia Federal para a investigação do ataque cibernético.

A Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI) está trabalhando na recuperação dos sistemas dos serviços oferecidos pela Corte.

Por precaução, os prazos processuais seguem suspensos até a próxima segunda-feira (9). As demandas que importem em perecimento de direito (demandas urgentes, como liminares em habeas corpus) estarão centralizadas na presidência do STJ por igual prazo. As petições podem ser encaminhadas ao e-mail protocolo.emergencial@stj.jus.br. 

Todas as sessões de julgamento, virtuais e/ou por videoconferência, estão suspensas ou canceladas até restabelecida a segurança do tráfego de dados nos nossos sistemas.

A área de TI do STJ recomendou aos usuários — ministros, servidores, estagiários e terceirizados — que não utilizem computadores, ainda que os pessoais, que estejam conectados com algum dos sistemas informatizados da Corte, até que seja garantida a segurança do procedimento.

Ministro Humberto Martins
Presidente do STJ/CJF"

Clique aqui para ler a resolução suspendendo as atividades




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 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2020, 12h02

Comentários de leitores

5 comentários

A Solução é simples

Fran Jose365 (Advogado Autônomo - Civil)

Uma dúvida não para de atormentar quem já ouviu Ministros e autoridades falando de segurança da informação: Por que não colocaram o Banco de Dados dentro de Urnas Eletrônicas, já que elas são Inexpugnáveis ???

Urnas eletrônicas

Nano Ferreira (Advogado Assalariado - Civil)

Urnas eletrônicas não são ligadas à rede, por isso são seguras!

Estava demorando haver um primeiro grande ataque

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Nem lembro há quantos anos, seis, sete anos passados, em grupos de discussão especializado, levantava essa tese, o risco, por conta das cifras por vezes astronômicas, e os poderosos interesses em jogo, que mais cedo ou mais tarde um tribunal iria acabar sofrendo um ataque e aí depois das portas arrombadas... segurança cibernética aqui está mais para ponto de macumba, portão de ferro cadeado de madeira.
Há softwares para atividades de hacker ético, teste de segurança, como o Kali Linux. Por outro lado não se subestima a capacidade de um universo oculto onde há pessoas que extraem seus ganhos de suas habilidades como crackers.

A propósito, se a Polícia Federal demonstrar eficiência e capacidade para rastrear simples mensagens trocadas pelo TAILS...
Nos EUA e Europa estão já implementando criptografia quântica.

Nada é imune a ataques cibernéticos.

Andre Colares (Advogado Autônomo - Tributária)

EUA e Europa os processos sequer são digitais. Temos uma justiça virtual antes de países considerados desenvolvidos, se não tivemos ataques antes foi porque temos o mínimo de segurança implementada.
O próprio ICloud foi invadido, imagine o sistema de um tribunal. Até o pentágono sofre todos os dias com ataques cibernéticos, a Cloudflare mesmo que é uma empresa especializada já teve problemas com isso, até mesmo o Bitcoin já teve problemas no passado. A criptografia quântica tem mesmo que ser pensada hoje, mas os nossos tribunais têm utilizado de SHA-256 que já é considerado infraudável com o uso de uma senha responsável.

Ataque eletrônico

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Possivelmente alguma parte processual interessada no retardamento da prestação jurisdicional.

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