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Tribunal do Júri

TJ-SP mantém condenação de homem que atacou ex-namorada com ácido

Só é possível determinar que o Tribunal do Júri refaça o julgamento quando a decisão é manifestamente contrária à prova dos autos. O entendimento é da 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, e com ele a corte manteve a condenação contra um homem que atacou sua ex-namorada com ácido. A vítima estava grávida na época do crime. 

O TJ-SP não admitiu a possibilidade de um novo julgamento para o homem condenado
Reprodução

"A decisão contrária à prova dos autos, a permitir novo julgamento, ocorre tão somente quando totalmente dissociada do conjunto probatório. É necessário que a conclusão do julgado questionado não encontre respaldo em nenhum elemento de convicção colhido durante a persecução penal", argumentou em seu voto o desembargador Luiz Fernando Vaggione, relator do processo. 

No caso concreto, o paciente foi condenado a 25 anos de prisão por ter atacado a ex-companheira. O crime ocorreu em 2016, no Bairro dos Pimentas, em Guarulhos. O ataque aconteceu porque o homem não queria que a ex-namorada fosse a uma festa. 

Após discussão, ele buscou um balde com ácido no lava-jato em que trabalhava. A substância era utilizada para tirar ferrugem de rodas de veículos. No momento do crime, a mulher estava com o seu pai, aguardando a polícia no lado de fora de casa. Ela chamara os policiais porque o réu já havia feito ameaças antes de buscar o produto corrosivo. 

"Considerando que o decreto condenatório encontrou fundamento na prova produzida nos autos, impossível falar-se em novo julgamento pelo Tribunal do Júri", afirma a decisão. O TJ-SP, no entanto, diminuiu a pena para 20 anos de detenção. 

0038164-85.2016.8.26.0224




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Revista Consultor Jurídico, 2 de novembro de 2020, 15h43

Comentários de leitores

1 comentário

USA

O ESCUDEIRO JURÍDICO (Cartorário)

Se fosse nos USA, seria uma perpétua, sem direito à condicional.
Um exemplo de povo (anglo-saxões) e de país para o resto do mundo em matéria penal.

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