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Na Pensilvânia

Juíza garante libertação antecipada a José Maria Marin por causa do coronavírus

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A juíza federal Pamela Chen, em Nova York, ordenou a libertação antecipada do ex-presidente da CBF José Maria Marin nesta segunda-feira (30/3). É a mesma magistrada que o condenou, em agosto de 2018, a quatro anos de prisão.

José Maria Marin e Marco Polo Del Nero quando estavam no comando da CBF
CBF/Divulgação

Marin foi libertado por causa da pandemia de coronavírus. Outro preso, em um presídio federal de segurança máxima, adjacente à prisão onde estava Marin, em Allenwood, Pensilvânia, foi diagnosticado com coronavírus.

Por isso, a juíza aceitou o pedido de emergência para a libertação antecipada de Marin, com base em fundamentos humanitários. Seus advogados alegaram que seu cliente já é uma pessoa idosa (87 anos), com saúde bastante debilitada e alto risco de morrer por causa do coronavírus.

Os advogados alegaram ainda que Marin não é um criminoso violento e que já havia servido boa parte de sua sentença de quatro anos. Marin já havia cumprido cerca de 80% de sua pena, levando em conta o tempo de prisão anterior ao proferimento da sentença. Sua libertação estava programada para dezembro de 2020.

Os promotores encarregados do caso concordaram com a libertação imediata do ex-presidente da CBF, que já pode voltar ao Brasil, segundo a Bloomberg e o Japan Times.

Marin e o ex-vice presidente da Confederação Brasileira de Futebol Marco Polo Neto foram acusados de receber US$ 6,6 milhões em propinas, em troca de contratos para transmitir grandes campeonatos de futebol.

Ele foi condenado pelos crimes de formação de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro, no período em que foi presidente da CBF.

Em seu julgamento, os promotores apresentaram provas de ele vivia uma vida de luxo. Alegaram que ele embarcou em uma farra de compras nos Estados Unidos, que incluiu o gasto de US$ 50 mil na loja Bulgari, em Las Vegas, cujo slogan é "Joalheria no Paraíso", e US$ 10 mil na Chanel, em Nova York.

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 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 31 de março de 2020, 21h46

Comentários de leitores

1 comentário

Correção!

O JR (Advogado Autônomo)

Marco Polo Del Nero jamais sofreu ação penal em juízo nos EUA, (tanto assim que não foi nem está sendo julgado) como a matéria parece sugerir.
Seria bom esclarecerem.

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