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Pandemia da Covid-19

Morte de preso com suspeita de coronavírus será investigada no Ceará

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A juíza Luciana Teixeira de Souza, da Corregedoria dos Presídios e Estabelecimentos Penitenciários de Fortaleza, ordenou que a morte de um preso suspeito de ter contraído coronavírus seja investigada. 

Morte de preso com suspeita de coronavírus será investigada
Reprodução

George Ivan Dionísio da Silva, de 31 anos, morreu no dia 22 de março. Ele estava preso na Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL 4).

A decisão, que obriga a Secretaria de Administração Penitenciária a investigar a morte, foi publicada na última quinta-feira (25/3). No entanto, de acordo com o defensor público Carlos Nikolai, responsável pelo pedido de apuração, não há informações sobre se da fato foram realizados exames, nem sobre quando serão divulgados os resultados.

O homem, portador de HIV, foi encaminhado à Unidade de Pronto atendimento do município de Horizonte depois de apresentar complicações respiratórias. 

“Esta decisão, advinda de um órgão de execução penal, em atenção ao direito dos demais presos do sistema prisional cearense, busca prover um alerta ao Poder Público responsável para que em razão da contagiosidade do SARS-CoV-2, a cautela e a prudência sejam preservadas e surtam efeitos para a melhor prevenção que se possa ter frente ao contexto do combate à Covid-19”, diz a juíza. 

À ConJur, Nikolai afirmou que também enviou ofício para saber sobre as condições dos detentos que dividiam cela com George. 

Clique aqui para ler a decisão
0219924-70.2020.8.06.0001

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 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2020, 16h25

Comentários de leitores

2 comentários

Nenhum

O IDEÓLOGO (Cartorário)

E, lá, na superpotência protestante, nenhum "rebelde primitivo" foi liberado de sua "toca".
Aqui, se faz o contrário.
A inteligência escolhe alguns povos.

Nos estados unidos, presos não são liberados

O IDEÓLOGO (Cartorário)

"Os presos não têm acesso a luvas ou máscaras apropriadas e têm apenas água fria para lavar as mãos, disse Hernandez, que foi condenado por tentativa de assassinato e cumpriu oito anos. Ele disse que os presos assistiram na quinta-feira quando um guarda tossiu, as bochechas dela ficaram vermelhas e ela caiu no chão.
"Estamos suplicando aos oficiais" por melhores defesas, disse ele. “Eles apenas dão de ombros. No final, somos apenas presos, cidadãos de segunda classe. Nós somos como gado.
Até sábado, pelo menos 132 presos e 104 funcionários de prisões em toda a cidade de Nova York haviam testado positivo para COVID-19, a doença causada pelo coronavírus. O vírus parece estar se espalhando rapidamente através de um sistema de prisão famoso por seus blocos superlotados de células. O Departamento de Correção da cidade disse que está tomando muitas medidas para proteger os detidos e se recusou a comentar o relato de Hernandez sobre o colapso de um guarda infectado.
Nos Estados Unidos, prisões e prisões estão relatando uma disseminação acelerada da nova doença e estão adotando uma abordagem variada para proteger os reclusos sob sua responsabilidade. Milhares de presos estão sendo libertados da detenção, em alguns casos com pouca ou nenhuma triagem médica para determinar se eles podem estar infectados pelo coronavírus e correm o risco de espalhá-lo pela comunidade, informou a Reuters.
Desde 22 de março, as prisões denunciaram 226 internos e 131 funcionários com casos confirmados de COVID-19, de acordo com uma pesquisa da Reuters sobre cidades e condados que administram as 20 maiores prisões dos Estados Unidos https://translate.google.com/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-usa-inmates-insigh/spread-of-coronavirus-

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