Consultor Jurídico

Notícias

TV ConJur

Alguns cursos de Direito estão batendo a carteira das famílias, diz Santa Cruz

Comentários de leitores

8 comentários

Dúvida sobre quantidade de alunos matriculados

AC-RJ (Advogado Autônomo)

O presidente da OAB poderia indicar a sua fonte de como se chegou ao número de 1.154.751 alunos matriculados nos cursos de direito em 2017?

De acordo com o INEP e o Ministério da Educação o número é outro, bastante diferente, apesar de ainda ser muito elevado: 879.234 alunos matriculados. Há uma divergência de 275.517 alunos, o que também é um número muito grande.

Fonte: http://portal.mec.gov.br/docman/setembro-2018-pdf/97041-apresentac-a-o-censo-superior-u-ltimo/file

Responder

Dos que estão no curso de direito

Leni Penning (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Embora seja correta a decisão de limitar novos cursos de direito, a preocupação deve ser com os que se formam atualmente e que não conseguem, sequer, ingressar no mercado de trabalho: ou porque não são aprovados no exame da OAB ou porque esperam pela aprovação em concursos públicos. Esse é um problema que merece ser analisado, para que se possa ter uma resposta efetiva a essa universalidade de formandos que todo ano deixam nossas universidades. Esses estudantes gastaram uma boa fortuna-muitas vezes- e não conseguirão o emprego almejado. Para os novos cursos, a ideia deveria ser fomentar apenas aqueles que evidenciam práticas profissionalizantes, capazes de alocar o formando no mercado de trabalho.

Responder

É munus público ou negócio?

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

A advocacia se arvora de muitos predicados, ora se é munus público, a servidão, a impossibilidade de enriquecer faz parte. É uma opção. Se é negócio, e é negócio a saída para a OAB é descer do pedestal e encarar a advocacia como um negócio. Sempre critiquei a intromissão do Judiciário nos honorários exatamente por isso, ora o advogado é que deve colocar preço no seu trabalho, assim como defendo que o advogado n]ão deva prestar contas da origem que recebe, pois ninguém cobra isso do padeiro. Agora querer barrar o curso por uma reserva de mercado é inconstitucional, mas expedir selos de qualidade, liberar escritórios para mostrarem a qualidade de seu trabalho isso é legítimo. Outro ponto, mais escolas, mais vagas para professores e nem todos querem ser advogados. O exemplo dos médicos é perfeito tivemos que importar médicos, a população miserável morre sem atendimento porque o controle do mercado garante que ele enriqueça trabalhando apenas nos grandes centros urbanos. Oxalá mude o perfil dos médicos também.

Responder

Culpa do IRRESPONSÁVEL do MeRc

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Prof. Hans Welzel (Advogado Autônomo - Criminal)

Talvez o senhor não saiba.... a partir da década de 90, contrariando cansativos pedidos da OAB, o IRRESPONSÁVEL DO MEC/MeRc, passou a autorizar que qq um abrisse cursos de direito em qq esquina. O MEC NUNCA deu poder de veto para a OAB. Até hj a OAB não pode voltar pela não abertura de faculdades ou cursinhos de beira de estrada. O MEC fiscaliza a qualidade do ensino jurídico no país? NÃO.

A OAB somente decidiu endurecer no Exame da OAB, pois percebeu que era e é a única coisa que pode fazer para peneirar um pouco a entrada de novos advogados no mercado de trabalho.

O mesmo está acontecendo hoje na graduação de medicina. Em cada esquina há uma faculdade de medicina. Claro, tudo com o apoio incondicional e IRRESPONSÁVEL do MEC. Vcs verão o que irá acontecer no mercado de trabalho do médico daqui uns 10 anos... o mesmo que está acontecendo com os formados em direito.

Bem vindo ao Brasil, a casa da mãe joana, onde a administração pública (lato sensu) é totalmente irresponsável.

Responder

Culpa do MEC? Não apenas

Prof. Hans Welzel (Advogado Autônomo - Criminal)

Acho que o senhor não entendeu o objetivo da crítica, e muito menos que simplesmente proibir novos cursos em nada melhora a qualidade do ensino ou a preserva, pois não impede que os cursos já existentes sofram piora qualitativa, sobretudo quando os requisitos são demasiadamente brandos.

Se é dever do Estado zelar pela qualidade da educação, por outro é igualmente responsável aquele que se propõe a impor requisitos para a atuação de um profissional.

OAB Política

elias nogueira saade (Advogado Autônomo - Civil)

O presidente da OAB usa nossa instituição para interesses políticos e pessoais, principalmente com excesso de ADIs. Pior do que o presidente da República somente o da OAB

Responder

Parabéns

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Diz o texto:"É um estelionato, não tem outro nome. Estão roubando, batendo a carteira dessas famílias. Tem mais de 1,2 milhão de advogados, um número que concorre com o americano numa economia que é dez vezes menor, em crise. Boa parte dessa juventude sonha com uma carreira pública que não virá. O país está numa crise fiscal aguda."
"Então é um engodo. É muito triste ver o sonho das pessoas sendo enganado por um mero comércio, mercantilismo do mais vil. Vira promoção, desconto, propaganda, um produto como qualquer outro, mas um produto que não é entregue, que é um sonho de vida, de projeto, de futuro."
E aponta um caminho: "Nós precisamos de uma moratória na ampliação de vagas para o curso de Direito".
O atual ritmo de formação, segundo o presidente do Conselho Federal da Ordem, levará a uma situação óbvia: o mesmo processo de precarização que outras profissões também passam".

Parabéns, ilustre Presidente da OAB, Doutor Felipe Santa Cruz.
Realmente, tenho que concordar.

Responder

E o que a OAB faz?

Prof. Hans Welzel (Advogado Autônomo - Criminal)

Curioso que o presidente da OAB queira suspender a criação de mais cursos de Direito mas nada faça para melhorar a qualidade dos atuais. Afinal, se há interesse na qualidade dos profissionais, por que não realizar parcerias com o Executivo federal já que se arrogam de atribuição regulamentar do Estado para determinar os requisitos para o exercício da profissão?

Responder



Comentar

Comentários encerrados em 2/04/2020.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.