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Efeitos do coronavírus

Pandemia do Covid-19 impulsiona adoção de tribunais online nos EUA

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Comentários de leitores

2 comentários

Esse é o caminho natural

Juiz de Direito Luiz Guilherme Marques (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Quando comecei na Magistratura mineira, em 1987, não era permitido utilizarmos formulários impressos nos despachos, decisões e sentenças, mas eu os utilizava. Fiquei sabendo que, uns anos antes, um desembargador rejeitou uma petição inicial porque o editor do computador não acentuava nem tinha comando para cedilhas. Realizei as primeiras audiências com computador em Juiz de Fora a partir de 1995, o que representou um assombro. Inaugurei, em 2000, aqui em Juiz de Fora, com o apoio da Diretoria do Foro, o terceiro sistema de remessa de petições via Internet do Brasil e o chefe da Informática do Tribunal de Justiça me disse que a ajuda que poderia me dar era não contar para o Presidente do Tribunal, pois, em caso contrário, ele iria mandar encerrar aquela inovação. Enviei meu primeiro livro - A Justiça da França - ainda sem edição naquela época - em 2000 - ao Tribunal para ser publicado gratuitamente no portal do TJ e o Presidente da época disse que não autorizava a publicação no portal, porque, se a autorizasse, "todo mundo iria querer"... Agora que apareceu a necessidade absoluta de ninguém correr risco de contrair a pandemia, vamos ver se os "cabeça dura" entendem que é preferível modernizarmos a Justiça a morrermos por infecção do coronavírus. Somente assim é que a Justiça se modernizará. Até hoje ainda preponderam as mentes fechadas às modernidades. Há quem, até hoje, ainda escreva à mão. Acredite se quiser!

Hora do Judiciário chegar no Século XXI

Hans Zimmer (Assessor Técnico)

A crise do coronavírus deveria servir como reflexão para o Judiciário rever conceitos obsoletos - comunicações por oficial de justiça em tempos de e-mail e Whatsapp; transporte caro e perigoso de réus presos, com amparo numa ideia vetusta de "his Day in Court"; expedição de ofícios em papel para órgãos públicos, gastando toner; juízes de mentalidade retrógrada que se opõem ao teletrabalho, aumentando os custos da Justiça com eletricidade e ar condicionado; impossibilidade de sustentação oral de advogados que não moram nas capitais, forçando-os a comprar passagens; e tantas outras coisas.

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