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A facadas

Júri condena homem que tentou matar transexual após receber flerte

Um homem foi condenado a sete anos de reclusão por ter dado golpes de faca em uma transexual. O crime ocorreu porque ela flertou com o agressor em uma festa. O crime ocorreu no dia 3 de junho de 2018, no Setor de Indústrias de Ceilândia, no Distrito Federal. A decisão é  do Tribunal do Júri de Ceilândia, em sessão de julgamento realizada no dia 5/3.

123RF

De acordo com o juiz presidente do Júri, "a vítima foi gravemente atingida e sofreu severo ferimento, sendo internada no hospital e submetendo-se a laparotomia exploratória, a denotar a intensa lesão. Ficou, nos termos de seu depoimento, vários meses afastada de suas atividades laborais".

Segundo o magistrado, o agressor possui maus antecedentes, dada uma condenação criminal definitiva, e deverá cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado, além de não poder recorrer da sentença em liberdade. "Em paralelo, vê-se que a reiteração delitiva precisa ser evitada", ressaltou o juiz.

Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2020, 15h47

Comentários de leitores

4 comentários

Opção válida

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O cidadão deixa o mundo onde tem mulher e fica naquele que tem homem.
É um brasileiro muito, mas muito, inteligente...

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Esse é o "kara"

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Agora o agressor deixa o "trans" e vai ficar em uma cela "cheia de cheiro de macho".
O brasileiro é, realmente, muito esperto.

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Não era transexual e o motivo foi outro.

Cristiano Conte (Advogado Associado a Escritório)

A matéria acima afirma fatos inexistentes da ação penal relacionada ao julgamento tratado. A vítima não era “transexual” e o motivo não tem nada a ver com suposto “flerte”.

Basta ver a notícia do julgamento no site do TJDF onde consta que vítima era uma MULHER, inexistido lastro para afirmação que teria sido um “transexual”.

Notícia do TJDF: “De acordo com os autos, em 1º de agosto de 2015, por volta de 5h, na saída de um bar de Ceilândia, Guilherme perseguiu a vítima e desferiu golpes de faca contra ela sob a alegação de que ela, em data pretérita, não o havia deixado matar um rapaz desconhecido com quem ele estava brigando e que, por isso, a mataria. ”

https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2020/marco/acusado-de-tentar-matar-uma-mulher-em-ceilandia-e-condenado-a-sete-anos-de-prisao

Não existe nos autos nenhuma informação que a vítima seria pessoa “transexual” ou que o motivo do crime teria sido um "flerte".

Em todos registros policiais juntados aos autos do júri a vítima está qualificada como sexo FEMININO. O nome dela era Alcione.

O sexo feminino também consta dos prontuários médicos da internação hospitalar decorrente das facadas sofridas no crime.

O motivo foi desentendimento em crime anterior. Consta que o réu se dirigiu à vítima afirmando “você não deixou eu matar o cara então hoje eu vou te matar" e em seguida lhe desferiu duas facadas.

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Data do crime.

Geraldo Cesar (Servidor)

A matéria relata um crime ocorrido em 03 de junho de 2018. Em seu comentário você refere-se a um crime cometido em 1º/08/15. Será o mesmo fato?

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