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Risco de propagação

Justiça do Rio nega pedido para suspender cultos de Silas Malafaia por coronavírus

Comentários de leitores

8 comentários

hmmm

PHGS (Administrador)

decisão acertada, feliz

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Porque as religiões não podem ser proibidas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Muitos se esquecem que as religiões predominantes no Brasil atual são fundamentalmente cristãs. Isso significa dizer que a maior parte das religiões se apoiam nos ensinamentos de Jesus Cristo, ainda que muitas interpretações, na visão de um ou outro, possa não estar correta. Nesse contexto, a síntese do pensamento cristão, ou seja baseado nos ensinamentos de Jesus Cristo, é o auxílio ao próximo. E, nessa linha, como os cristãos poderão ajudar os semelhantes neste momento se não podem sequer se reunirem? No mais, a ideia de que a reunião de cristão espalha doenças, pragas, etc., são argumentos que foram tristemente evocados à exaustão durante o período de implantação o cristianismo, quando os cristãos eram jogados aos leões ou derretidos em óleo fervente nos circos, para dar entretenimento às massas. Todas as doenças (e não só a pandemia atual) exigem cuidados. Nenhuma religião cristã no Brasil que eu conheça prega o desrespeito a regras sanitárias essenciais, mas uma pandemia em curso não pode ser argumento para que simplesmente se proíbam os cristão de se reunirem e exercer o que eles entendem como sendo a vontade do alto no presente momento. A ideia de ficar confinado em casa sem ajudar ninguém enquanto outras pessoas passam por dificuldades é um pensamento nitidamente materialista, que nada tem a ver com a ideia religiosa da forma como a comumente a conhecemos.

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Não é reunião de cristãos

João Afonso Corrêa OAB RS 116.282 (Advogado Autônomo)

Que propaga o vírus, é QUALQUER reunião.
Nem sempre o bom jurista acerta. Nem sempre o juiz acerta. Etc.

Cuidado necessário

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A Constituição Federal brasileira ainda está em vigor. E a Constituição vigente não admite nenhuma espécie de "ponderação" tomando por base situações extraordinárias, exceto as que a própria Constituição prevê. A propósito, urge lembrar com base na boa doutrina o que vem a ser "ponderação" em direito, considerando o sentido técnico da palavra. O prof. Lenio Streck trabalhou muito neste tema, e nos informa que "ponderação" no Brasil significa de forma simplificada "vou fazer o que eu quero pouco importa o que diz a lei e a Constituição". Veja-se o perigo que a "ponderação" representa, sendo certo que o agente público no Brasil e os órgãos estatais de forma geral são especialistas em driblar a lei e a Constituição. Dar a esse pessoa possibilidades de derrogar as regras constitucionais tomando por base juízos de "ponderação" é algo mais perigoso do que o próprio Coronavírus.

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Criticável comportamento

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O comportamento do Pastor Silas Malafaia não é só criticável, com irresponsável.
A Liberdade de Culto, direito de envergadura constitucional, não é ABSOLUTO.
Em outras sociedades, como a italiana, as igrejas foram proibidas de funcionamento.
"Roma fecha mais de 900 igrejas por causa do novo coronavírus
Itália cumpre segundo dia de isolamento. Mais de duas mil pessoas foram denunciadas por desrespeitar as restrições impostas pela lei"
(https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/03/12/roma-fecha-mais-de-900-igrejas-por-causa-do-novo-coronavirus.ghtml).
O pastor vai curar com "rezas" os eventuais contaminados pelo coronavírus. Afinal, está próximo do "Divino".

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Novo coronavírus x Silas Malafaia

6345 (Advogado Autônomo)

É verdade que o pastor Silas Malafaia não obrigou os fiéis a irem à igreja assistir o seu culto. Indiscutível que a liberdade religiosa tem amparo constitucional. No caso examinado não se pode descuidar do poder de persuasão do pastor, já conhecido do Brasil inteiro. Situações extraordinárias exigem medidas, atitudes também extraordinárias. A proibição do governo é quanto a aglomeração de pessoas. Não seria o caso de acatar o pedido? E a incolumidade pública?

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Ponderação de direitos

Daniel Pestana (Advogado Assalariado - Trabalhista)

Estamos em tempos de excepcionalidade. Ou ponderam-se direitos ou sob o signo do mais raso exercício das individualidades muita gente humilde vai pagar. Fosse Dilma no governo talvez a decisão, por conta fundo ideológico que por vzs calça o ambiente, fosse outra. Triste e atrasado país.

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Afronta à liberdade religiosa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Trata-se de uma repulsiva ação contra a liberdade religiosa, que talvez não fosse aceita nem mesmo no século XIV. Silas Malafaia não obrigou ninguém a comparecer em seus cultos. Ele apenas considerou que continuaria a atender as pessoas, apesar da epidemia, conduta que se mostra consentânea com os preceitos ético religiosos.

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