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Comentários de leitores

10 comentários

Herzog.

Júlio M Guimarães (Bacharel - Trabalhista)

A morte do jornalista Vladimir Herzog foi um ato até agora não esclarecido. Trata-se a princípio de um crime barbaro, porém, vigora ainda a lei da anistia a qual pôs um fim em toda a discussão sobre os excessos praticados por ambas as partes (governo e insurgentes).
Reabrir o caso Herzog e pretender-se a punição dos envolvidos, somente teria sentido se também fossem punidos os crimes praticados pelos movimentos esquerdistas da luta armada que queriam a qualquer custo implantar o comunismo no Brasil.
Como tudo no Brasil, existe uma grande farsa no que diz respeito ao período das lutas entre militares e guerrilheiros, farsa essa, levada ao extremo pela Comissão da Verdade, a qual em nenhum momento veio a responsabilizar os guerrilheiros pelas atrocidades cometidas.
Quem indenizará o vice-almirante e o policial mortos na explosão da bomba no aeroporto de Guararapes, quem indenizará a família do conscrito morto na explosão da bomba no 2º Exercito, quem indenizará o rapaz que perdeu uma perna ao passar pelo Conjunto Nacional em São Paulo quando da explosão da bomba destinada a atingir o consulado dos EUA?
Os que estavam lutando pela implantação do comunismo foram indenizados (família Lamarca, Dilma Roussef, Zé Dirceu e outros) e quanto aos que cumpriram seu papel na manutenção da ordem e na luta contra o comunismo pretende-se a punição.
Chega de arrastar o passado. Siga-se a vida, ou punam-se todos.

Perfeito!

CarlosDePaula (Advogado Autônomo)

Perfeito comentário!

Kozel e Mendes

Antonio Carlos Kersting Roque (Professor Universitário - Administrativa)

Quem será processado e responsabilizado pela morte do soldado do EB Mário Kozel Filho?
Que, igualmente, responderá pelo assassinato do então tenente da Polícia Militar (na época Força Pública) do Estado de São Paulo, Alberto Mendes Júnior?
Vamos lá MPF, força.
Quanto ao seu comentário ele é perfeito.

E o direito?

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Sempre leio aqui que se deve fazer justiça, mas não a qualquer custo, ora, os crimes estão prescritos, talvez indenização se ainda não foram indenizados, entre outras reparações póstumas, agora, querer processar penalmente à margem da lei, viola tudo o que se propaga nesse site sobre direitos humanos e Estado Democrático, ou a democracia não se aplica quando os autores não da mesma cor e ideologia partidária?

Apontamentos

Igor Moreira (Servidor)

1. A denúncia está muito bem apresentada e fundamentada. Parabéns à Procuradora.

2. De onde se tirou que "democracia não se aplica quando os autores não da mesma cor e ideologia partidária"? Sabe-se a "cor e ideologia partidária" da Procuradora da República, por acaso? A denúncia deixa transparecer algum viés ideológico ou político-partidário? Ou a peça apenas apresenta a narração bem estruturada de fatos gravíssimos e comprovados, como homicídio qualificado, tortura, fraude processual e outros? Buscar a punição desses crimes tem "cor partidária"? Que discussão besta, sinceramente...

3. A todos que estão falando que o MPF só acordou "agora" e que os crimes estão prescritos, recomendo a leitura integral do CASO HERZOG E OUTROS VS. BRASIL (Corte Interamericana de Direitos Humanos, 2018). Tem notícia com link aqui no Conjur. Talvez compreendam os motivos dessa denúncia nesse momento. Se o Judiciário vai ou não receber a denúncia (e cumprir a decisão supranacional) é outra história.

O mpf acordou na hora errada

olhovivo (Outros)

Quando era pra mostrar coragem na época própria, o MPF estava dormindo, ou melhor, impedindo o reconhecimento do assassinato do jornalista, tanto que, conforme matéria da Conjur: No caso do assassinato de Vladimir Herzog, nas masmorras do Doi-Codi, o Ministério Público sustentou a tese do suicídio com o maior cinismo. E fez mais: quando foi datilografada a sentença na ação proposta pela viúva, sra. Clarice Herzog, o Ministério Publico requereu mandado de segurança contra o juiz para impedi-lo de ler a sentença no dia marcado. No Tribunal Federal de Recursos, um ministro deu a liminar e me contou, depois, "ou a liminar ou a cassação". A liminar foi mantida até a aposentadoria do juiz, um mês depois. O procurador da República envolvido ficou uma fera, porque o juiz substituto prolatou a sentença em favor de dona Clarice. Não teve medo nenhum." (https://www.conjur.com.br/2005-jan-19/abrirem_arquivos_maior_surpesa_mp). Agora que os supostos responsáveis pelo crime estão mortos ou octagenários andando de bengala, o MPF criou coragem. Chega a provocar vergonha alheia essa postura dessa instituição tupiniquim.

Crime de Estado

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

Sem duvida, crime de Estado, o motivo é torpe por um lado, mas é além disso, o motivo é maligno, pois o interesse era de construir narrativa e alienar a população.
Os interesses corporativos e do poder pelo poder estavam na falsa ideia de proteção e medo. Dois mecanismos usados por autoridades para subjugar a massa.
Assim, é um crime o motivo é torpe, lúgubre e egoísta.
O uso do estado para fins privados é próprio de uma Burocracia obscura. Está presente toda a vez que por trás das "boas" intenções estatais existe um interesse escudo e privado.
Por outro lado, sou um grande defensor dos direitos humanos e das próprias vicissitudes próprias da humanidade, não posso aceitar que mandar velhinhos para prisão após tantas décadas sem perpetuar o crime possa trazer alguma satisfação. Ao menos satisfação ágape, porque satisfação deletéria, certamente trará.
Lógico que os defensores de uma falsa equivalência, defendem que crimes de Estado são iguais aos crimes contra o Estado, esses mentecaptos, são cínicos, delirantes e estão no poder.
Mas processo não é estratégia contra esses desgraçados, há outros fatores importantes. O MPF deve ser mais vigilante, pois, a todo momento, este governo ameaça retornar os dias "gloriosos" dos crimes de Estado.

Tomara que volte

Antonio Carlos Kersting Roque (Professor Universitário - Administrativa)

Os crimes praticados pelos que já foram, alguns, mandatários da nação, tal como Dilma, Dirceu, e outros desvirtuados, podem passar impunes, pois, o MPF, na sua parte vermelha, não comete qq ação para buscar justiça.
Torço por um AI 6.

Abuso de autoridade

Limago (Advogado Autônomo - Civil)

Quem assinou está denúncia, perpetrou, em tese, crime de abuso de autoridade, pois tal exordial não possui justa causa.

Prescrição da pretensão punitiva

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Está prescrita a ação penal.
Mais uma do Ministério Público Federal, que quer apresentar um comportamento contra as ilicitudes, esquecendo-se do Doutor Dallagnol que, junto com o Doutor Moro, já encaminhavam os processos criminais da Operação Lava Jato. O acusado estava condenado antes da distribuição da ação penal processual pública.

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